Oeiras II Challenger 2021 | Pedro Cachin leva a melhor sobre portugueses

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NUNO BORGES X PEDRO CACHIN: UMA OPORTUNIDADE DESPERDIÇADA PARA O MAIATO

Naquela que foi uma final disputada entre um tenista vindo da fase de qualificação e um dos Wild Cards do torneio, Nuno Borges estreava-se, depois de uma excelente carreira no circuito universitário norte-americano e de várias conquistas a nível ITF, na final de um Challenger, enquanto o argentino procurava o seu segundo título em provas desta categoria.

Este foi apenas o segundo embate entre os dois tenistas, com o primeiro a ter sorrido ao português que venceu, em duas partidas equilibradas, o tenista que celebra amanhã o 26º aniversário, no ITF de Antália, na Turquia, em janeiro deste ano.

O encontro começou com um domínio claro por parte dos servidores, que acumularam sucessivos jogos em branco. O início foi por isso morno, sem grandes trocas de bola ou pontos discutidos com alta intensidade, numa fase em que os serviços ditavam o rumo dos acontecimentos.

A meio do primeiro set, os jogos de serviço tornaram-se mais equilibrados, mas os pontos de break nunca chegaram a aparecer. As condições de jogo pesadas faziam do amortie uma arma importante no arsenal de ambos os tenistas. Uma dupla falta e dois erros não forçados ainda obrigaram Borges a ir às vantagens quando servia para levar a primeira partida para o tie-break decisivo, algo que acabou por acontecer.

Depois de um troca de mini breaks no arranque do desempate, Cachin acabou por se sobrepor ao tenista português que, apesar de construir bem os pontos, mostrava-se errático no momento de os concluir. 7-6 foi o parcial da primeira partida a favor do argentino.

O segundo set foi em tudo diferente do primeiro e uma verdadeira montanha russa na evolução do marcador. Nuno Borges começou por acusar a perda da partida inicial e teve de enfrentar break points, os primeiros em todo o encontro, logo no jogo de serviço de entrada. Salvou-os com sucesso e, numa demonstração de força mental, conseguiu quebrar o serviço de Cachin, logo de seguida, e fazer o 2-0.

Se na primeira partida houve domínio dos servidores, na segunda aconteceu o inverso, e o argentino conseguiu de imediato recuperar o break de atraso. A tendência manteve-se, no entanto, e o português voltou a quebrar o número 336 do ranking. O maiato não só conseguiu confirmar o break, como somou uma segunda quebra de serviço que lhe permitiu adiantar-se para 5-1.

Quando a vitória no segundo set parecia selada, Nuno Borges acusou o momento e desperdiçou múltiplos set points. Foram oito no total, sendo que serviu duas vezes para fechar a segunda partida e esteve a liderar por 40-0 em ambos os jogos de serviço. O nervosismo acabou por tomar conta do português que nunca mais foi capaz de se encontrar com o seu melhor nível.


O melhor que conseguiu foi obrigar o argentino a novo tie-break, mas visivelmente desgastado física e emocionalmente, acabou por ceder facilmente neste desempate, com Cachin a vencer por 7-3. 7-6 e 7-6 foi o resultado final do encontro que deu o segundo título Challenger ao argentino.

Apesar do sentimento de oportunidade desperdiçada para o tenista português, que afirmou após o final do encontro não saber como conseguiu perder o segundo set, a semana acabou por ser muito positiva para Nuno Borges. Para além da final em singulares, esteve envolvido na final de pares, ao lado de Francisco Cabral, que venceu de forma fácil, por 6-1 e 6-2, e garantiu uma subida significativa no ranking. Do lugar 378.º, o maiato vai subir para a posição 332, um novo máximo de carreira.

Um balanço positivo das duas semanas fez também Vasco Costa, Presidente da Federação Portuguesa de Ténis, que lamentou apenas que nenhum dos portugueses que chegaram às finais tenha conseguido sair vencedor. Ainda assim, “foram duas semanas bastantes boas para os tenistas portugueses”.

Pedro Marques dos Santos
Pedro Marques dos Santoshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro Marques dos Santos é atualmente estudante de Ciências da Comunicação na Universidade do Porto, onde procura concluir a sua formação enquanto jornalista antes de entrar no mercado de trabalho. A paixão pelo desporto começou no Futebol, com as conquistas europeias do Porto de Mourinho, mas entretanto apaixonou-se pelo Ténis e é aí que foca mais as suas atenções. Quando não está a ver ou praticar desporto – sobretudo a ver -, está provavelmente a gastar horas num videojogo.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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