Boavista FC 1-0 Portimonense SC: Último jogo no Bessa valem três pontos valiosos

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A CRÓNICA: NUM JOGO SEM FULGOR, VALEU O DESVIO DE POROZO

Jogou-se mais um duelo da 33ª jornada da Primeira Liga. Desta vez, foi o Portimonense SC a deslocar-se ao Estádio do Bessa para defrontar o Boavista FC. O objetivo das equipas era o mesmo: o garantir da manutenção. À entrada para este encontro, tanto a equipa algarvia como a equipa da Invicta, faziam parte do lote de clubes que se encontravam na linha de água e ambicionavam arrecadar os três pontos para continuarem na divisão maior do futebol português.

Daquilo que se lê nos livros sobre o que é futebol e dados os objetivos das equipas, a primeira parte em pouco ou nada se retratou de forma idêntica. Com a posse de bola bem dividida entre as equipas e um verdadeiro festival de passes entre jogadores, pecaram por escassas as oportunidades de golo parte a parte. Diga-se de passagem, que, em 45 minutos, foram mostrados mais cartões amarelos do que foram efetuados remates (quer enquadrados ou não), dado que remates nem vê-los, mas o árbitro Hugo Miguel foi ao bolso por duas ocasiões.

Via-se um Portimonense SC algo perdido naquilo que tocava ao critério no último terço e notava-se mesmo uma certa confusão no entrosamento entre jogadores aquando da chegada à área de Léo Jardim. Já da parte do Boavista FC, os fatores eram os mesmos, sem qualquer diferença notória. Esperava-se algo díspar na segunda parte.

Demorou quase 20 minutos a tornar-se algo diferente daquilo que se viu na primeira parte. Ao minuto 71, foi o Boavista FC a desbloquear o marcador, depois de um início de segunda parte totalmente semelhante aos 45 minutos da primeira. Com alguma confusão dentro da área da equipa de Paulo Sérgio, Sebastian Pérez rematou e, com um desvio subtil, foi Jackson Porozo a colocar a bola dentro da baliza de Samuel Portugal.

Por sinal, a única coisa diferente vista no jogo foi mesmo o golo solitário dos boavisteiros. Os restantes minutos até soar o apito final do árbitro Hugo Miguel foram, mais uma vez, o espelho do restante duelo. Só no último minuto do encontro se fizeram soar os alarmos na baliza da equipa de Jesualdo Ferreira, mas um corte milagroso da defesa sobre a linha de golo salvou o Boavista FC de sofrer o golo do empate.

No final, restou a vitória das panteras da Invicta que, depois de vencer o Portimonense SC por 1-0, ainda mantêm vivo o sonho de garantir a manutenção na Primeira Liga. No que concerne ao Portimonense, a esperança ainda existe e pairará sobre o jogo decisivo da última jornada do campeonato.

 

A FIGURA

Jackson Porozo – Num jogo sem oportunidades flagrantes, bastante dividido a meio-campo e com duas equipas a sofrer para garantir a permanência na Primeira Liga, valeu o desvio de Jackson Porozo para o golo solitário do Boavista FC. O jogador equatoriano estava no local certo à hora certa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Portimonense SC – quem joga na expetativa e precisa de pontuar, arrisca-se a perder o jogo. Os algarvios esperaram e mexiam as peças do seu xadrez conforme o movimento da pantera. Durante a primeira metade, não desferirem um único remate à baliza adversária e só “acordaram” quando já estavam em desvantagem. A atitude desvaneceu ao longo dos 90 minutos…

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Defronte do Sporting CP, na passada jornada, Jesualdo Ferreira adotou um 5-3-2, sistema tático que privilegiou as preocupações defensivas: A. Gomes foi utilizado na frente de ataque, no apoio a Elis, enquanto que Show e Nuno Santos se incumbiam das transições, quer ofensivas, quer defensivas. Hoje, diante do Portimonense SC, desdobrou-se um 3-5-2: o reforço do centro do terreno traduziu-se como a diretiva para uma partida de “tudo ou nada”.

Entrada tímida na primeira parte. Busca incessante pela profundidade de Elis e pela criatividade ora de A. Gomes, ora de Gustavo Sauer. Nota positiva para as triangulações desenhadas no centro de terreno, embora não surtissem o efeito desejado. Defensivamente, o trio defensivo não teve encargos dignos de registo, bem como o guarda-redes Léo Jardim. Ofensivamente, o perigo (ou protótipo) chegava através das bolas paradas.

A segunda metade traduziu-se, praticamente, num reflexo da primeira. Até ao golo apontado, o Boavista FC dispunha-se maioritariamente no meio campo adversário, porém sem edificar jogadas que resultassem em oportunidades flagrantes de golo. Porozo, através do pleno sentido de oportunidade e insistência, sentenciou a partida e coroou a exibição que, até aí, se mostrou sólida defensivamente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)

Rami (6)

Chidozie (6)

J. Porozo (7)

R. Cannon (5)

Paulinho (6)

A. Gomes (6)

Perez (6)

Ricardo Mangas (5)

A. Elis (5)

Gustavo S. (6)

 

SUBS UTILIZADAS

Yusupha

Show

N. Santos

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

No desaire caseiro frente ao Moreirense FC, Paulo Sérgio arquitetou um 4-3-3 clássico, com enfoque no designado “futebol total”: laterais projetados, meio-campo móvel e alas com ordens para a realização de movimentos interiores. Na deslocação ao Bessa, observou-se uma temeridade acrescida: um 3-5-2, à semelhança do adversário, com músculo no miolo. Nota, também, para o avanço de Dener na quadra (responsável para a condução do ataque algarvio, juntamente com Beto).

A primeira metade foi empreendida na gestão da expectativa face ao que o adversário podia ou não urdir. Mesmo adentrando por este espetro, o Portimonense SC não teve grandes sustos defensivos e disputou o jogo a meio-campo, surfando na onda boavisteira. Beto e Aylton Boa Morte – regra de 2020/2021 – eram os mais atrevidos no ataque e imprimiam alguma velocidade à partida, mesmo sem causar situações passíveis de perigo.

A segunda parte alvinegra não contrastou com a primeira. Permaneceu a postura expectante e pálida. Depois do golo sofrido, sinalizou-se uma diferença no que concerniu ao espírito combativo, mas a peleja continuava a ser efetuada no centro do terreno e não na grande área adversária. Léo Jardim negou o empate, perto do término da partida, num lance de bola parada…

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel (5)

Lucas (6)

Maurício (6)

Willyan (5)

F. Moufi (5)

Aylton Boa Morte (5)

Fabrício (6)

P. Sá (5)

K. Anzai (6)

Beto (5)

Dener (5)

 

SUBS UTILIZADAS

Ewerton

Anderson

B. Moreira

Poha

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

BnR: Antes de o Boavista FC se colocar em vantagem, lançou Yusupha e retirou o Gustavo Sauer de modo a imprimir mais velocidade no ataque e encostar o Portimonense ao seu meio-campo, mas o golo acabou por surgir numa bola parada. Pergunto-lhe se esperava que o golo surgisse a partir de uma jogada corrida…

Jesualdo Ferreira: Porquê? Não valia? (risos). Acho que a equipa teve uma atitude incrível. Tal como em muitos outros jogos, a equipa lutou contra outra muito forte atleticamente. Este Portimonense SC impõe-se pela forma como joga e como se organiza. Acho que até cinco minutos antes de fazermos o golo, dominamos completamente o jogo, controlamos os espaços todos. Fizemos adaptações táticas durante o jogo, trocamos jogadores para mudar a nossa capacidade ofensiva. Depois do golo, vem o problema de segurar o resultado. Hoje chegamos ao limite porque não havia mais jogo nenhum para podermos chegar ao nosso objetivo. A equipa foi capaz de defender bem, fê-lo de uma forma simples perante o jogo direto do Portimonense SC, com o acréscimo de alguns jogadores na área.

 

Portimonense SC

BnR: Perdeu pontos valiosos aqui, no Estádio do Bessa, que acabariam por ajudar na luta pela manutenção. Pergunto-lhe qual acha que foi o fator que correu mal para sair daqui sem pontos?

Paulo Sérgio: Acho que o Boavista saiu da partida feliz, na forma como chegou ao golo. Durante os 94 minutos, não deixamos o Boavista FC enquadrar um remate na nossa baliza. Fizemos um jogo, taticamente, quase irrepreensível. Mas o Boavista FC teve a felicidade do jogo: uma bola que ressaltou da entrada da área e ainda bateu nos nossos jogadores. Na parte final, tivemos uma bola quase dentro da baliza. A felicidade caiu para o lado deles. Não fomos felizes.

 

Artigo realizado por Andreia Araújo e Romão Rodrigues

Redação BnR
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