Chelsea FC 2-0 Lille OSC: Campeões do Mundo impõem-se e colocam pé e meio dos quartos

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A CRÓNICA: EM TERRA DE SUA MAJESTADE, QUEM NÃO SOFRE É REI

Oitavos de final da prova milionária e foi a vez dos atuais Campeões da Europa e do Mundo entrarem em campo, contra a grande surpresa da época anterior, os franceses do Lille OSC, que bateram o pé aos milionários do Paris Saint-Germain e se tornaram campeões nacionais. O favoritismo era atribuído ao Chelsea FC, até pela época pouco positiva que o Lille OSC está a fazer, mas na Liga dos Campeões a motivação é outra e, por inúmeras vezes, vimos que no futebol ninguém ganha no papel.

Ainda assim, esse favoritismo desde cedo começou a ser notório, com os ingleses a entrarem donos e senhores da partida, comandando todas as ações com e sem bola.

O golo acabou mesmo por chegar e veio fazer jus à boa exibição que Havertz e o Chelsea FC estavam a fazer. O alemão já tinha perdido duas boas oportunidades para fazer o golo, mas à terceira não facilitou e fez, na sequência de um canto, o primeiro golo da eliminatória.

A partir daí, o jogo foi aquilo que se esperava que fosse: o Lille OSC ganhou alguma iniciativa mas os ingleses revelaram-se, mais uma vez, uma autêntica muralha defensiva, não permitindo grandes oportunidades de golo. A posse de bola dividiu-se, as “oportunidades” também, ainda que não muito claras, mas aos 63 minutos o Chelsea FC aproveitou um contra-ataque para fazer o segundo através de Pulisic, deixando a turma dos portugueses Renato Sanches, José Fonte, Xeka e Tiago Djaló em muito maus lençóis para a segunda mão.

Os comandados de Tuchel não se destacam, efetivamente, pelo seu brilhantismo e capacidade de dar autênticos shows, mas se há equipa pragmática é esta. Importa apenas marcar mais golos do que o adversário, e em Stamford Brigde essa é uma realidade muito presente. Marcam quase sempre, raramente sofrem, e, por isso, o resultado é quase sempre o mesmo: a vitória.

 

A FIGURA

N´Golo Kanté – Mais uma exibição de encher as medidas para o pequenino internacional francês. Aliás, mais do que as medidas, foi capaz de encher o campo, fazendo parecer que estavam a jogar três ou quatro ‘Kanté´s’. Roubou bolas, progrediu com ela e todo o seu esforço culminou na assistência para o segundo golo da sua equipa. Esteve presente em todos os momentos chave da partida e fez, a par de Thiago Silva, a grande exibição da noite.

 

O FORA DE JOGO

Xeka – O português, sabia-se, teria uma missão muito complicada frente a um dos meios-campos mais intensos do mundo. Pois bem, se intensidade era o que se lhe pedia, foi isso que faltou em muitos momentos da partida ao médio. Não conseguiu ser uma peça fundamental para filtrar o jogo da equipa e, pior, não conseguiu decidir no momento em que se pedia cabeça fria. No segundo golo, foi ele que perseguiu Kanté durante 30 metros, mas acabou por não arriscar o amarelo, algo que valeu à sua equipa o segundo golo sofrido e a quase despedida da competição.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Tuchel orientou a sua equipa num 3-4-3, deixando de fora elementos muito valiosos como Lukaku, Jorginho e Werner, por exemplo. Assim, optou por uma linha defensiva composta por Christensen mais à direita, Thiago Silva no centro e Rudiger à esquerda, que contavam com o apoio de Azpilicueta e Marcos Alonso no momento de defender, formando uma linha de cinco. No meio campo, apareceram Kanté e Kovacic, ambos muito polivalentes e essenciais, quer com, quer sem bola. Na frente, jogaram Ziyech à direita, Pulisic à esquerda e Havertz no centro, com características mais semelhantes às de um falso avançado do que às de um ponta de lança puro. Os ingleses, jogando em casa, teriam de assumir as despesas do jogo e procurar marcar cedo, para depois aproveitarem a coesão defensiva que lhes é característica. Raramente sofrem golos e, numa eliminatória de Liga dos Campeões, esse é um fator determinante para a continuação em prova.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mendy (7)

Azpilicueta (7)

Christensen (6)

Thiago Silva (8)

Rudiger (7)

Marcos Alonso (7)

Kanté (8)

Kovacic (7)

Ziyech (6)

Pulisic (6)

Havertz (7)

SUBS UTILIZADOS

Loftus-Cheek (6)

Saúl Niguez (6)

Werner (5)

Sarr (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – LOSC LILLE

Os campeões franceses foram a jogo no 4-4-2 mais usual, com Tiago Djaló a ser utilizado como lateral-esquerdo, deixando o centro da defesa a cargo de Botman e José Fonte. Pela direita, jogou Celik, decisivo no sucesso ofensivo da equipa, juntando-se assim a Renato Sanches, médio com características que lhe permitem procurar jogo interior muitas vezes, sendo ele o grande organizador do ataque da equipa. No centro do terreno, atuaram Xeka e André, com Bamba a atuar pelo corredor esquerdo, bem mais exterior que o português, com maior capacidade de ir no um para um e de criar desequilíbrios a partir da técnica. Na frente, jogaram Jonathan David e Onana, o menino belga sempre a procurar jogo mais recuado, com a canadiano a ser idealmente o homem de área da equipa para as situações de cruzamento.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)

Celik (5)

José Fonte (5)

Botman (5)

Tiago Djaló (6)

Renato Sanches (7)

Xeka (4)

Andre (5)

Bamba (6)

Onana (5)

David (6)

SUBS UTILIZADOS

Yilmaz (5)

Gudmudsson (5)

Ben Harfa (5)

Zhegrova (5)

 

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Guilherme Vilabril Rodrigues
Guilherme Vilabril Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação de Comunicação Social e é um apaixonado pelo futebol. Praticante desde os três anos, desde cedo que foi rodeado por bola e por treinadores de bancada. Quer ser jornalista desportivo, e viu no Bola na Rede uma excelente oportunidade para começar a dar os primeiros toques.

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