A Fórmula 1 vai de férias mas a Red Bull e Verstappen não

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A competição mais cobiçada do mundo do automobilismo (Fórmula 1) entrou no famoso “Summer Break”. Ou seja, os pilotos ficaram de férias e os fabricantes de cada equipa estão estritamente proibidos de trabalhar nos carros durante 14 dias. 

O Grande Prémio (GP) da Bélgica marcou o final da primeira parte da temporada de Fórmula Um e sem grande surpresa, Max Verstappen despediu-se com mais uma vitória, somando assim a oitava consecutiva. Sergio Perez conseguiu, surpreendentemente, arrancar o segundo lugar, presenteando a Red Bull com um duplo pódio. E quem surpreendeu também foi a Ferrari, que graças a Charles Leclerc, conseguiu o terceiro pódio da temporada, com o monegasco a ocupar, também, o terceiro lugar. 

Hamilton bem que tentou passar a perna a Leclerc para ficar com o último lugar do pódio. Mas a tentativa de “undercut” do inglês não passou despercebida pelo “pitwall” da Ferrari, para a surpresa de todos. No entanto, nem tudo foi mau para o sete vezes campeão já que, à semelhança de Verstappen no GP da Áustria, na última volta da corrida dirigiu-se para as boxes, colocou pneus médios novos e conseguiu fazer a volta mais rápida. Sir. Hamilton arrecadou então os pontos de quarto lugar e o ponto adicional da volta mais rápida, evitando que Verstappen levasse para casa os pontos todos do fim de semana em “Eau Rouge”. 

Os pilotos e as equipas despedem-se assim da primeira parte da temporada de 2023 com uma clara dominância por parte da Redbull, que não só ocupa o primeiro lugar no campeonato de construtores com 503 pontos, como também têm os seus pilotos a dominar no campeonato de pilotos. Verstappen e Perez dispõem de 314 e 189 pontos respetivamente. Com 40 pontos de diferença e em terceiro lugar está Alonso, seguido de muito pertinho pelo inglês Lewis Hamilton com 148 pontos. Em quinto e empatado com George Russell (sexto) está Charles Leclerc com apenas 99 pontos, seguidos pelo piloto espanhol da Ferrari, Carlos Sainz com 92 pontos. Em oitavo Lando Norris com 69 pontos, Lance Stroll segue em nono com 47 pontos e é o francês Esteban Ocon que fecha o Top 10 com 35 pontos. 

A INVENCÍVEL E DOMINANTE RED BULL 

As figuras de estilo estão-se a esgotar para descrever a RedBull Racing e a perseverante consistência de Max Verstappen. Se há algo que podemos afirmar é que a primeira parte da época da Fórmula Um resume-se a três coisas: à equipa de bebida energética, Max Verstappen e o hino neerlandês. Aliás, por esta altura é legítimo dizer que se tornou música temática de um fim de semana de Fórmula Um. E a corrida em Spa Francorchamps não foi a exceção à regra. 

No circuito de “Eau Rouge” Verstappen mostrou novamente como se faz. O neerlandês largou da sexta posição após ter recebido uma penalização de cinco lugares na grelha de partida por ter mudado a caixa de velocidades. Mas nem isso o deteve. Pouco depois das luzes se apagaram ultrapassou Sainz e colocou-se em quarto lugar, depois, como é costume, foi sempre a subir. Ultrapassou todos os que estavam à sua frente sem dificuldade, nem mesmo o colega de equipa o abrandou e pela 17ª volta Max Verstappen liderava a corrida. 

O bicampeão de Fórmula Um acabou por cruzar a linha da meta com 22 segundo de vantagem sobre Perez assinalando mais uma vitória e mais uma corrida quase perfeita. Sim, quase perfeita porque um erro pouco esforçado poderia-lhe ter custado a corrida e a vitória. Mas que culpa tem Verstappen, o tédio de ir lá na frente sozinho tem destas coisas. O neerlandês chegou mesmo a brincar com o seu engenheiro de corrida propondo-lhe aumentar a vantagem para depois poder ir às boxes e fazer um treino de “pit stop”. Algo que o engenheiro recusou prontamente, garantindo mais um fim de semana de vitória e recordes. 

Por falar em recordes, estes continuam a ser quebrados pela equipa Austríaca que continua a fazer história. O GP da Bélgica marcou a 13ª vitória consecutiva da Redbull. Já Verstappen terá de continuar a ganhar para poder igualar Sebastian Vettel. Apesar do neerlandês ter conseguido estender a liderança no campeonato, ainda não ultrapassou Vettel em número de vitórias consecutivas, já que o alemão conseguiu vencer nove vezes seguidas pela equipa que é, agora, comandada por Christian Horner. Para isso, Verstappen terá de esperar quatro semanas, já que a próxima corrida está marcada para o final de agosto em sua casa, nos Países Baixos. 

Entretanto, enquanto espera apanhar o alemão, vai empatando recordes com o espanhol e direto rival desta temporada, Fernando Alonso. Verstappen já venceu corridas largando de nove posições diferentes na grelha, igualando assim o recorde do piloto da Aston Martin. É caso para dizer, coloquem-no em qualquer posição de largada que ele vence de qualquer forma. 

No que diz respeito a Sergio Perez, este foi uma das grandes surpresas da corrida de domingo. Não é segredo para ninguém que, à diferença do colega de equipa, o mexicano tem mostrado alguma inconsistência ao longo da temporada. Uma inconsistência que se viu refletida em Spa onde Perez se qualificou atrás de Charles Leclerc, ficou em oitavo no “shootout de sprint”, foi retirado da corrida de sprint por ter danificado o carro numa colisão contra Lewis Hamilton, mas que acabou por atinar e no domingo conseguiu o prémio de segundo melhor. Aliás, esta terá sido das melhores performances de Checo desde o GP de Miami no início de maio. Por isso, com este resultado no GP da Bélgica mais o terceiro lugar conseguido na Hungria acredita-se que os ânimos devem acalmar sobre o estatuto de “hot Seat” de Perez na Red Bull durante a pausa de verão e com a “silly season” a começar. 

Pode-se dizer que a supremacia da RedBull não deixa margem para dúvida que Max Verstappen está cada vez mais próximo de revalidar o título e tornar-se, pela terceira vez consecutiva, campeão mundial de Fórmula 1 e consequentemente tornar a  equipa campeã mundial de construtores. 

A caminhada da Red Bull parece indestrutível, já dos seus troféus, não podemos dizer o mesmo…

Artigo de opinião redigido por Cindy Tomé

Cindy Tomé
Cindy Tomé
Nasceu em França, onde viveu grande parte da sua vida. Mas as suas raízes levaram-na a regressar a Portugal aos 18 anos. Formou-se no Porto, onde prosseguiu estudos em jornalismo. Eterna fascinada com a "caixa mágica", cresceu a querer ser apresentadora. Foi justamente esse amor pela televisão que a levou a prosseguir os estudos e, atualmente, é mestre em TV e Entretenimento. O pai foi quem lhe passou a paixão pelo Futebol e sendo também ele e a sua melhor amiga os grandes culpados por se interessar pela F1. Atualmente, caminha para se tornar repórter de TV nestes dois mundos desportivos.

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