GP Austrália: Johann Zarco encarnou Napoleão na Austrália

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A CORRIDA: ESCOLHA DE PNEUS DITOU O RESULTADO DA CORRIDA

O protagonismo de Jorge Martín e Francesco Bagnaia foi, momentaneamente, esquecido numa corrida épica em Phillip Island. Johann Zarco, como um estratega de tempos bélicos, foi exímio na sua corrida, conseguiu evitar e aproveitar as lutas dos outros, para seguir sempre junto ao grupo da frente, no fim, a sua paciência e ataques cirúrgicos, garantiram-lhe uma incrível primeira vitória no Grande Prémio da Austrália.

Num início de corrida igual aos mais recentes, Jorge Martín saiu, como tem habituado, diretamente para a frente, conquistando logo uma certa distância, em relação aos seus perseguidores. Brad Binder ainda conseguiu acompanhar o espanhol da Pramac, mas nunca perto dele, os dois conseguiram afastar-se do restante pelotão, aproveitando as lutas que começaram logo na partida da corrida.

Nesta fase inicial, Francesco Bagnaia, Fabio DiGiannantonio, Jack Miller, Marc Márquez, Johann Zarco e, até, Aleix Espargaró, estavam próximos um dos outros, com o espanhol da Honda, a ser o mais interventivo e inconformado, somando ultrapassagens e lutas, que poucos benefícios lhe trouxeram. Em contraste à “loucura” do espanhol, surgem DiGiannantonio e Zarco, confiantes no seu ritmo, utilizaram o caos a seu favor e foram conquistando posições com relativa tranquilidade, aproveitando os sucessivos erros que, os pilotos à sua volta, iam cometendo.

O sangue quente de Márquez, Miller e Espargaró, resultou numa rápida perda de performance acabando, o australiano da KTM na sétima posição, seguido de Aleix, já o espanhol da Honda, acabou na décima quinta posição. Os mais comedidos e estrategas, “Pecco”, DiGiannantonio e Zarco, conseguiram formar um grupo que partiu em busca de Binder e, na melhor das hipóteses, de Martín.

E assim foi, numa reta final imprópria para cardíacos, a luta pela vitória teve cinco protagonistas, com Binder e Martín com uma ligeira desvantagem, o primeiro pela degradação que o ritmo forte impôs nos pneus, e o segundo pela escolha do pneu macio na roda traseira.

Zarco, sempre calmo e a atacar quando devia, foi acumulando ultrapassagens, até que perpetua a derradeira, já na última volta, ultrapassando Martín, que não teve como se defender, ou controlar a moto, acabou também ultrapassado por “Pecco” Bagnaia, Fábio DiGiannantonio e, na reta da meta, por Brad Binder.

Primeira vitória épica e merecida para o francês da Pramac Racing. Valeu bem a pena, aos espetadores de MotoGP, terem acordado de propósito para assistir à corrida, que foi antecipada para sábado, devido às previsões meteorológicas adversas para domingo.

PILOTO DO DIA

Johann Zarco – O piloto francês demonstrou uma maturidade e inteligência incríveis. Tantas vezes viu a vitória fugir devido à sua impulsividade e ânsia de vencer, o passar dos anos deu experiência e elevou Zarco ao patamar de vencedor de um Grande Prémio de MotoGP, numa corrida fantástica que é descrita neste artigo.

DESILUSÃO

Marc Márquez – O piloto da Honda, há algum tempo que não é o mesmo que nos habituou a vitórias demolidoras, parece que as memórias de tempos de glória toldam o julgamento do espanhol. Começou bem a corrida, mas a excessiva agressividade, muitas vezes imponderada, levaram a que acumulasse erros e desgastasse, precocemente, os seus pneus. Acabou em décimo quinto.

João Magalhães
João Magalhães
Desde pequeno a seguir Futebol, Fórmula 1 e MotoGP, apaixonado pelo desporto, com Licenciatura em Gestão do Desporto e com o grau um de Treinador de Futebol. Ambicioso, lutador e sempre com vontade de saber mais, espera tornar o desporto mais simples e ainda mais interessante para os seus leitores.

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