João Neves | O símbolo da esperança que permanece

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Benfica

Para o Benfica, a luz ainda não se apagou esta época. A competir por três frentes, os encarnados veem um brilho ao fundo do túnel que os faz sonhar com, pelo menos, um troféu levantado no final da temporada. Contudo, essa luz vai brilhando de uma forma cada vez mais ténue. As exibições nos últimos jogos têm deixado sempre algo a desejar, e face ao calendário que se avizinha o cenário complica-se a cada dia que passa. No entanto, no meio de todo este envolvimento agridoce, permanece uma figura que ergue a esperança encarnada até ao fim. Essa figura é João Neves.

O jovem de 19 anos, entre um conjunto de estrelas e atletas experientes, continua a ser o elemento que mais move a comitiva de Roger Schmidt. João Neves é o jogador que cria, que constrói, que conduz, que lidera, mas também o que recupera, que defende e que apoia.

Como se não bastasse ser tudo isso, João Neves também se tem mostrado como um elemento muito decisivo em momentos de aperto. Na última partida frente ao Chaves, voltou a ser crucial ao marcar o golo que deu a vitória ao Benfica e foi eleito o homem do jogo, de forma muito merecida.

É estranho o facto de um jogador desta idade possuir tanta importância numa equipa, até porque não é esse o suposto quando se pensa nos deveres de cada elemento no plantel. Regularmente, o exemplo é dado pelos que possuem mais experiência, mais maturidade, muitas vezes mais qualidade também, por juntarem todos os outros fatores há mais tempo. Neste caso, regista-se o contrário. É João Neves quem dá o exemplo, e que apresenta uma maturidade muito acima da média em todos os aspetos que lhe dizem respeito.

Nicolás Otamendi e João Neves celebram o golo do Benfica.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ultimamente a formar dupla com Florentino, o número 87 das águias possui ainda mais liberdade a nível ofensivo, uma vez que agora não é o único médio a correr para trás. Florentino permite que exista um maior equilíbrio no meio-campo e juntos formam uma dupla muito difícil de bater. Os dois completam-se e entendem-se em todos os momentos da partida.

É importante notar que, quando lançados juntos de início, os encarnados não perderam em nenhuma ocasião.

É sem dúvida um privilégio constante poder assistir a João Neves atuar dentro das quatro linhas. Uma regalia que não se sabe se vai ser possível ter na próxima época, pelo menos em Portugal, mas que se mostra cada vez mais aliciante.

Até lá, há que aproveitar para se assistir ao desenvolvimento deste diamante em bruto chamado João Neves, que vai carregando consigo a esperança de um clube até ao final da temporada.

Guilherme Terras Marques
Guilherme Terras Marques
Orgulhoso estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, vê no futebol e na sua cultura uma paixão. É apenas mais um jovem ambicioso que sonha fazer do jornalismo desportivo a sua vida. Escreve com o novo acordo ortográfico

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