FC Porto e Sporting: Qual seria o 11 perfeito?

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Com mais de 600 milhões de euros entre plantéis, com goleadores, líderes e capitães, quais seriam os escolhidos para um 11 inicial perfeito?

No mundo do futebol, a paixão e a lealdade são alguns dos ingredientes principais do verdadeiro adepto do desporto rei, neste caso de FC Porto e Sporting. Nada se equipara ao nosso clube, ao nosso equipamento ou ao nosso grandioso estádio. Os adeptos do FC Porto afirmam que não há melhor que Diogo Costa, Pepe e companhia, enquanto os atuais líderes do campeonato defendem com todas as forças que Gyökeres e Trincão não podem ser trocados por ninguém em Portugal. 

Mas, quem são os melhores onze jogadores de Futebol Clube do Porto e Sporting Clube de Portugal? A resposta, como quase tudo no futebol, é subjetiva. Seria impossível todos concordarem com as escolhas que serão feitas neste artigo, porque, se assim fosse, não seria futebol. E essa é exatamente a sua magia. 

Decidimos optar pelo 4x3x3. Uma formação tática diferente das que cada uma das equipas joga dentro das quatro linhas, de forma a sermos justos. Ao longo deste onze ideal, estão selecionados seis “leões” e cinco “dragões”. 

FC Porto e Sporting
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Na baliza, e sem grande espanto, está Diogo Costa. Apesar da época segura de Franco Israel, e desta não ser a melhor época do FC Porto a nível de golos sofridos, o guardião português tem sido uma das figuras chave dos ‘azuis e brancos’ na presente temporada. É, atualmente, o guarda-redes com o maior valor de mercado em todo o mundo. Espera-lhe o salto para o “tubarão” europeu. 

Seguindo para a lateral-direita, ficamo-nos pelo norte, e assume a posição João Mário, do Porto. Ofensivamente não tão impactante como Geny Catamo, a escolha recai para o português devido ao jogador como “um todo”. Geny demonstra muitas debilidades defensivamente (não fosse o mesmo, um ala, e não um defesa), que consegue “abafar” com as características irrepreensíveis na hora de atacar. João Mário é bom defensivamente, bom no envolvimento atacante, e, é uma solução muito mais “certa” que o moçambicano. 

Chegamos ao centro da defesa, e trazemos com ela dois “leões”. Sebastián Coates e Gonçalo Inácio. Começando pelo capitão do Sporting, que seria também o capitão desta equipa, são poucos os elogios para a temporada que vai fazendo o uruguaio. É a pedra de gelo da defesa dos “leões”. A calma e compostura que trás à equipa de Rúben Amorim é de louvar, estando a ter uma importância tão grande na presente temporada tal como teve na época 2020/21, quando se deu o último título leonino. A seu lado, aparece Gonçalo Inácio. Não sendo a sua melhor época de leão ao peito, com algumas exibições irregulares pelo caminho, Inácio é o “cérebro” desta defesa do Sporting. A ligação necessária entre a defesa e o ataque do Sporting é criada, em grande parte, por Gonçalo Inácio. É o melhor defesa da Liga Portuguesa com a bola no pé, e Rúben Amorim sabe perfeitamente disso. 

Passamos a bola para a esquerda da defesa, recebendo o esférico Wendell. Lateral esquerdo chamado recentemente à “Canarinha”, Wendell teve uma adaptação algo difícil ao futebol português, disputando muitas vezes o lugar com Zaidu. No entanto, esta foi a sua época de afirmação. São já sete contribuições para golo esta temporada, e um enorme destaque no lado esquerdo do FC Porto. Mais uma vez, a escolha poderia ter passado por Nuno Santos, que está a fazer uma excelente época também, tendo sido esta a posição com maior dificuldade de escolha.

Segue o esférico para o meio campo, e recebe-a um “viking” dinamarquês, Morten Hjulmand. Juntamente com Viktor Gyokeres, podemos dizer que o camisola 42 dos “leões” foi uma das melhores contratações da temporada. Um líder em campo, a continuação de Coates no meio campo leonino, tal é a segurança que transmite ao resto da equipa. Destaca-se pela agressividade, acerto no passe, e em especial pela relação com e sem bola. Uma autêntica âncora em campo. Fundamental no primeiro lugar do Sporting (até ao momento da escrita deste texto). 

Mais à frente, recebemos Nico González nesta equipa. Após um período de adaptação ao clube (um dos possíveis motivos para uma época negativa do FC Porto), onde pouco jogou, e aparecia como solução do banco, Nico assumiu-se como dono e senhor do meio-campo dos “dragões” ao lado de Alan Varela, outro candidato a este onze. Muito disponível com bola, tem se destacado na criação de oportunidades e na excelente relação com bola, não fosse o espanhol formado na melhor academia do mundo, a La Masia. Defensivamente muito completo, estando cada vez mais à vontade no remate à baliza. Médio para o futuro. 

Como médio mais avançado no terreno, escolhemos Pedro Gonçalves. É impossível não olhar para a época incrível (mais uma) que está a fazer o português, chegando à quarta época consecutiva com mais de 25 contribuições para golo, pelo que, o principal atributo a destacar de Pote é a consistência. A sua relação com a baliza é de louvar, precisando apenas de “meia oportunidade” para fazer estragos. Já jogou no meio campo esta temporada, logo surge nesta posição de forma a alargar as escolhas de avançados mais à frente. 

O nosso primeiro extremo é Francisco Trincão. Tal como Nico, viveu uma primeira parte da época atribulada. No entanto, foi um dos reforços de Amorim no inverno (a par de Daniel Bragança) e o seu rendimento disparou, sendo atualmente indiscutível nesta equipa do Sporting. Está a duas contribuições para golo de igualar a melhor época da carreira, com cinco jogos ainda por disputar. Francisco reencontrou-se com o futebol, e está a mostrar todo o talento prometido. 

No lado oposto, voltamos à invicta para receber Francisco Conceição, o irreverente jogador “à FC Porto”. Se, no capítulo disciplinar, não é o jogador mais correto, o mesmo não se pode dizer com a bola no pé. Velocidade, finta, entendimento com os colegas, facilidade na rutura e na procura do espaço são algumas das qualidades deste pequeno génio. Com o seu pé esquerdo já apontou sete golos e cinco assistências esta época. No entanto, o seu maior contributo é definitivamente para a equipa, fazendo com que todos à sua volta melhorem o seu rendimento. O amuleto do “pai” esta época. 

E por fim, e para surpresa de um total de zero pessoas, Viktor Gyokeres. Não há muito a dizer sobre o sueco que não tenha sido dito por esta altura da temporada. Está entre os melhores marcadores de toda a Europa, marca com o pé direito, esquerdo e com a cabeça, e é o melhor jogador da Liga Portuguesa. Comparado a Falcão, Jonas e Jardel, o sueco promete deixar saudades a todos os adeptos leoninos. Velocidade, mudança de direção, relação extremamente peculiar com a baliza, resistência e um porte físico invejável são as principais características de Gyokeres. 38 golos e 14 assistências na temporada, absurdo. 

O treinador desta equipa é Rúben Amorim. Não por todo o seu percurso no futebol português, porque nesse caso, a escolha cairia para Sérgio Conceição, mas pela temporada que está a fazer. O Sporting é, atualmente, a equipa a praticar o melhor futebol em Portugal, com 18 pontos de avanço para os dragões. E devido a isto, e a tantos outros fatores, a minha escolha cai no treinador leonino.

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