André Villas-Boas: «É lamentável que o FC Porto não seja um exemplo, tal como Benfica e Sporting, que asseguram transições no próprio dia»

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André Villas-Boas falou com os jornalistas, após o seu discurso de tomada de posse como presidente do FC Porto.

André Villas-Boas falou com os jornalistas após a tomada de posse como presidente do FC Porto e deixou várias críticas para a direção anterior do clube. O dirigente começou por agradecer novamente aos adeptos a eleição:

«Muitas emoções positivas, são números mágicos. Com 32 anos fui apresentado como treinador do FC Porto e foi um ano com muito significado para mim e hoje sou apontado como 32.º presidente. Porto tem de voltar a ser campeão e somos uma equipa feita para vencer. Agradeço aos adeptos e espero corresponder à exigência. Serei o transportador do portismo dos adeptos».

André Villas-Boas começou então a falar dos problemas da equipa:

«É uma situação sensível, ninguém quer por em causa uma transição suave. O tempo urge porque há decisões fundamentais que têm de ser tomadas. Uma renúncia facilitaria processos e seria ponto de referência para os funcionários. Não posso fazer mais pedidos, cabe aos próprios assumirem que quanto mais rápida for a transição, melhor. Cabe aos próprios decidirem por sua conta, nós estamos ao trabalho e nos restos dos dias da minha vida. Quero dedicar-me ao trabalho com a força de portismo que represento».

O presidente dos dragões fez também um ponto de situação sobre o centro de estágio do Olival e da Maia:

«Olival? Para já há conversas iniciais que correram bem. É uma decisão maior e vamos gradualmente tomando conta dos dossiers. Também já procurámos saber mais da Academia da Maia, ainda é preciso orçamentá-la e é preciso perceber. Máxima atenção a ambos os projetos e a decisão que for tomada será a melhor para o futuro do FC Porto».

André Villas-Boas falou também do estado das Modalidades e equipa principal do FC Porto:

«Modalidades pertencem ao clube e o Mário Santos já está em funções. Queremos que também seja uma transição suave. Na equipa de futebol é um processo mais sensível porque estamos a falar do FC Porto SAD. Conto apresentar-me esta semana aos jogadores e começar a construção do FC Porto».

André Villas-Boas lamentou a demora no processo de transição:

«Troca de documentação? Estamos a obter as informações necessárias. Nos funcionários não é fácil, há dinâmica de saída e de entrada. Só aceitamos tomar conta num sentido de ter total liberdade de poder e de veto. Nunca estará em causa a presença histórica do presidente na final da Taça, sei bem o que ele representa. Agora, na construção de uma organização moderna e transparente, é lamentável que o FC Porto não seja um exemplo, tal como Benfica e Sporting, que asseguram transições no próprio dia. Não podemos estar satisfeitos com esta situação. A situação é sensível e em eleições destas devia haver um pouco mais de humildade das pessoas. Ninguém está aqui para danificar o FC Porto, estamos aqui para elevá-lo. Atraso? Não temo pela próxima época, tem é de haver um sentimento de controlo total. E isso não acontece. Vamos ter de acelerar processos, tudo já é demasiado tarde e convinha que as pessoas facilitassem as coisas. Amanhã vou deslocar-me ao Olival para apresentar a nova direção do clube aos jogadores. Iremos fazer a nossa apresentação sem afetar a equipa. Já estamos a trabalhar e estamos ao serviço, o que facilitaria era poder total e absoluto. Enquanto não acontecer, não iremos ceder. Vamos abrindo dossiers, documentando, chamando funcionários e resolvendo o que achamos que é melhor para o FC Porto».

O presidente do FC Porto falou também dos problemas que estão a afetar a equipa:

«Problemas? Há evidentemente coisas sensíveis tomadas recentemente e que condicionam o nosso futuro. Há uma responsabilidade sobre a tesouraria que é importante. Queremos iniciar os contactos para encontrar soluções que são importantes para o futuro do clube. Passo a passo vamo-nos apoderando de toda a situação, do ponto de vista da Academia. As renovações recentes, contratações, tudo isto é sensível. Indecisão na saída? Não posso responder a isso, senhor presidente já respondeu. É evidente que quer estar na final da Taça e para mim estaria sempre, portanto nem sequer seria o caso. No caso dos outros, há que lhes perguntar. O que atrasa, atrasa, não é situação ideal. Devemos ser sempre o exemplo e neste caso não estamos a ser».

André Villas-Boas falou também da sua primeira medida como presidente do FC Porto:

«Primeira medida? Em primeiro lugar, gostava de lançar o mais breve possível uma facilitação e angariação de novos sócios do FC Porto. É um momento mágico para o clube, o processo é lento, é papel e caneta, demora. Fosse digital, os números teriam sido superiores ao que constatámos. Será uma responsabilidade do Tiago Madureira e será fundamental renovar todo o clube na parte digital. Peço aos adeptos e simpatizantes para nos darem paciência».

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Mário Cagica Oliveira
Mário Cagica Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
O Mário é o fundador e diretor-geral do Bola na Rede. É também comentador de Desporto na DAZN, SIC e Rádio Observador e professor universitário.

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