Slovan Liberec 0-1 Sp. Braga: Um início com tudo sob controlo

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O que mais se desejava concretizou-se, e a fase de grupos da Liga Europa abriu com uma vitória lusa em solo estrangeiro, com o Sp. Braga a bater o Slovan Liberec (segunda vez em dois jogos entre ambas as equipas, depois do 4-0 em 2006) na República Checa, confirmando a sua apetência para jogos fora do país nesta competição – não perde desde 2011, altura em que o Lech Poznan (que defronta o Belenenses) derrotou os bracarenses por 1-0.

Desde cedo foi perceptível a ambição dos orientados por Paulo Fonseca e respectiva equipa técnica, colocando em campo o 4x4x2 que também tem sido usado na Liga e que neutralizou, quase de forma automática, o 4x5x1 do Slovan Liberec, travando qualquer euforia que pudesse existir pelo facto de voltar a jogar na fase de grupos da Liga Europa, perante um público que ainda tinha bem fresca a memória da vitória por 2-1 sobre o Estoril em 2013, no primeiro jogo em casa desta formação nessa edição da Liga Europa.

O Braga provou que não era esse Estoril, que não se desconcentraria como desconcentraram os canarinhos (Bruno Miguel foi expulso aos 37 minutos!) e soube matar os intentos do Slovan Liberec pela raiz, com duas carraças  (Rui Fonte e Crislan) no ataque, pressionando a primeira fase de construção do adversário, que, sendo dificultada, tinha muitos problemas em atravessar o autêntico muro que Mauro e Vukcevic, o duplo-pivô com pares de pulmões inesgotáveis, formaram.

Foi, assim, sem surpresa que o Braga controlou grande parte do primeiro tempo e que só tenha existido (quando existiu) pressão dos checos pelas laterais. Aliás, foi daí que veio a única oportunidade de perigo no primeiro tempo para os da casa, com Sural (que marcara ao Estoril) a responder, de cabeça, a uma boa iniciativa do lado direito do ataque checo e que obrigou Matheus a grande defesa.

Alan e André Pinto a caminho de Liberec, onde viriam a ser importantes para o sucesso bracarense Fonte: Facebook Oficial do Sp. Braga
Alan e André Pinto a caminho de Liberec, onde viriam a ser importantes para o sucesso bracarense
Fonte: Facebook Oficial do Sp. Braga

O intervalo chegou, e o Slovan Liberec apareceu mais solto. Mas isso não quer dizer que estivesse mais atrevido. É que o Braga não lhes permitiu veleidades e soube explorar o facto de os checos ficarem partidos para explorar a velocidade do seu ataque (nomeadamente Rafa) em cada recuperação de bola, acontecendo, dessa forma, o golo do Braga, com Mauro (auxiliado por Vukcevic, claro está) a recuperar a bola no meio-campo bracarense, dando imediatamente para Alan, que lançou Rui Fonte, que não desperdiçou a oportunidade de criar perigo e cruzou para Rafa, que respondeu da melhor maneira ao passe do avançado contratualmente ligado ao Benfica.

Estava inaugurado o marcador, e o Braga voltou a sentar-se, confortável, na sua teia táctica, não permitindo uma reacção checa ao seu golo para além de uma desconcentração de Baiano, que defendeu demasiado por dentro e permitiu a Bartl rematar perto do poste esquerdo da baliza arsenalista. Fora isso, não houve grandes situações de perigo e até foi o Braga a estar perto do segundo, com Rafa a falhar, de forma algo escandalosa, o golo que podia dar maior tranquilidade (segurança já havia) ao resto do jogo.

Não foi assim, foi de outra maneira. Paulo Fonseca retirou Rui Fonte e colocou Ricardo Ferreira (central), colocando as trancas à porta da sua defesa, que não voltaria a conceder oportunidades de perigo, confirmando os primeiros três pontos nacionais na Liga Europa 2015/2016.

A Figura: Rafa (Sp. Braga)

Pode ter falhado um golo que não devia e até pode ter deixado o egoísmo tomar conta de si em algumas situações, mas Rafa foi decisivo nesta vitória do Braga. Não só pelo golo que apontou mas pelo que fez jogar a sua equipa e pelo papel defensivo que soube desempenhar na perfeição, enquanto médio direito de um 4x4x2 mais defensivo, que pautou os bracarenses após o golo.

O Fora de jogo: Coufral (Slovan Liberec)

Djavan e Rafa fugiram-lhe muitas vezes, e numa delas foi mesmo fatal, pois o português marcou mesmo. Não teve opositores fortes, é certo, mas, a apontar uma figura do desaire checo, será o seu lateral direito.

Foto de Capa: Sporting Clube de Braga

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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