Paulo Fonseca, caso assine com o Sporting, prepara-se para reencontrar Anatoliy Trubin e Rafa Silva, que representam o Benfica.

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Paulo Fonseca, caso assine com o Sporting, prepara-se para reencontrar Anatoliy Trubin e Rafa Silva, que representam o Benfica.
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O Benfica goleou o St. Gallen por 5-0 num jogo das pré-eliminatórias da Europa League. Eis os cinco destaques da partida.
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Quem pensou que o Benfica tinha a tarefa facilitada nesta segunda pré-eliminatória da Europa League, enganou-se. O St. Gallen mostrou que não é uma equipa fácil como muitos pensavam. E os encarnados, habituados aos grandes palcos da Champions League, não imaginariam passar por esta situação na eliminatória numa fase tão precoce da segunda competição da UEFA, onde habitam adversários teoricamente mais fracos. Mas é o que é. O Benfica pôs-se a jeito no jogo da primeira mão, onde mostrou ser uma equipa sem personalidade, e foi derrotada. Agora no Estádio da Luz, as águias têm de mostrar todo o seu poderio para anularem a vantagem suíça de 2-1.
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O Benfica perdeu, por 2-1, frente ao St. Gallen na primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa, realizada esta quinta-feira, e complicou uma eliminatória que ainda continua perfeitamente ao seu alcance. Os suíços aproveitaram melhor o momento competitivo em que se encontram, foram mais intensos, mais agressivos e mais competentes nos momentos decisivos. Rafa Silva ainda anulou a vantagem construída por Aliou Baldé antes do intervalo, mas Tom Gaal voltou a colocar a equipa helvética em vantagem na segunda parte, novamente através de uma bola parada. O resultado deixa tudo em aberto para a segunda mão na Luz, mas também levanta dúvidas que vão muito além dos 90 minutos disputados na Suíça. Ora, a boa notícia é exatamente a mesma que representa a maior preocupação. Ainda há mais 90 minutos para corrigir tudo isto. O problema é que este Benfica precisa desesperadamente de tempo, justamente aquilo que o calendário não lhe concede. É uma equipa em construção, com um treinador novo, ideias novas, vários jogadores importantes ausentes, reforços ainda por chegar e outros que continuam longe da melhor condição física. Tudo isso é verdade e tudo isso ajuda a explicar a exibição, mas nada disso a justifica por completo.
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Depois do festival de competitividade e empenho no confronto com o Flamengo, ao Benfica interessaria acalmar, primeiro, e mostrar outros argumentos, depois. O Villareal, apesar da grande temporada interna e consequente qualificação da Champions, perspectivava-se como adversário mais abonatório – sobretudo menos histérico e com índices físicos mais reduzidos, fruto do atraso na preparação. Notou-se a diferença e o Benfica surgiu mais assertivo, só mudando uma peça do onze anterior. Marco Silva parece querer resolver prontamente a questão do onze base e montou praticamente a mesma equipa, só preterindo o lesionado Umeh para mostrar o reforço Kamínski. O 4-2-3-1 confirmou-se pleno de ideias, sobretudo sem bola – o bloco sem problemas em subir na pressão e desenvolto na reacção à perda. Em fase atacante, as intenções de grande rotatividade mostraram-se sobretudo do lado direito, com Bah e Rafa a associarem-se constantemente para dar aos encarnados as maiores chances de perigo. Mas, tudo espremido, que deu? Se quem está de férias não se livrou duns valentes bocejos na primeira metade, malditos azarados que tiveram de trabalhar ou que, por uma ou outra razão, tenham dormido mal esta noite. Notavam-se intuitos, mas no cômputo geral, pouco futebol saía; o Villareal estava no relvado por mera obrigação. Era, afinal, o seu primeiro jogo de pré-temporada.
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Opinião
O Benfica vive uma temporada dececionante, com os adeptos a exigirem que a próxima época corra melhor. Somente um objetivo foi conquistado: a conquista da Supertaça. É oficiosamente certo que não vai entrar mais nenhum troféu no Museu Cosme Damião e a prestação na Champions League foi aquém. Poucos esperavam que os encarnados ultrapassassem o playoff frente ao Real Madrid, mas pedia-se uma fase de liga de outro nível, com resultados correspondentes à grandeza da instituição. A prove europeia é igualmente uma montra para os jogadores, mas ninguém conseguiu impressionar, bem pelo contrário. Não são só os adeptos que estão desiludidos com vários elementos do plantel. José Mourinho, com o discurso adotado na conferência pós-jogo contra o Casa Pia, colocou-se do lado de quem defende uma mudança brusca, admitindo que há atletas que estão longe do seu máximo. Certo é que a equipa não foi construída para José Mourinho, mas sim para Bruno Lage. Há nomes que não encaixam, outros não estão felizes e outros que se tratam de erros claros de mercado.