A Seleção Nacional Feminina perdeu contra os Países Baixos por 2-1 num jogo particular. Selecionador Francisco Neto já reagiu.
Francisco Neto já reagiu à derrota de Portugal frente aos Países Baixos por 2-1 num jogo particular em Braga. Em conferência de imprensa, o Selecionador Nacional deu a sua opinião sobre o jogo:
«Foi um jogo bastante competitivo, com dominâncias diferenciadas ao longo do jogo, conseguimos estar por cima em alguns momentos, outros nem tanto e isso criou algum desgaste. Os Países Baixos são uma equipa muito poderosa, individualmente com grandes valores, e era um jogo desta dimensão que estávamos à espera».
Francisco Neto falou sobre os pontos positivos e os pontos negativos:
«Como pontos positivos destaco a nossa capacidade de reagir aos golos, criámos oportunidades de golo contra uma equipa como esta, o que é sempre muito positivo, e estreámos uma menina de 2006 [Érica Cancelinha]. Pontos negativos são as lesões das jogadoras [Kika Nazareth e Tatiana Pinto], o que nos preocupa sempre. Também o resultado e a nossa incapacidade, até cerca dos 35 minutos, de sermos mais agressivos e intensos nos duelos que não nos permitiram estar tanto dentro do jogo. Corrigimos isso ao intervalo e melhorámos imenso nesse aspeto e, sinceramente, acho que o resultado mais justo era o empate».
Francisco Neto abordou os golos sofridos:
«A nossa ideia era pressionar alto e sabíamos que íamos deixar espaço nas costas. Não fomos tão capazes de fazer isso e até recorrer a algumas faltas, ser um pouco mais agressivos, permitimos que elas progredissem com bola. Foram cinco minutos de alguma desconcentração que fizeram com que chegassem com alguma facilidade à nossa área».
Francisco Neto falou sobre a lesão de Kika Nazareth e Tatiana Pinto:
«É sempre uma tristeza muito grande quando temos que tirar jogadoras por lesão [referindo-se a Kika Nazareth]. Vamos ter que reavaliar as jogadoras e perceber. Esperemos que não seja nada de grave, o mesmo com a Tatiana [Pinto], que seja mais um susto e que rapidamente a possamos ter».
«Sentimos o apoio dos adeptos, somos uns privilegiados porque, apesar dos maus momentos, nunca sentimos que os adeptos nos largassem e, no final, sentimos esse reconhecimento», disse ainda.

