O Palmeiras vai enfrentar o Flamengo na final da Taça Libertadores. Abel Ferreira já fez a antevisão do jogo.
Abel Ferreira já fez a antevisão à final da Taça Libertadores que colocará frente a frente o Palmeiras e o Flamengo. O jogo está marcado para este sábado pelas 21h00 em Lima (Peru) e o técnico português analisou o adversário.
«Se olhar para o rival, o elenco é ‘cascuda’ e experiente. A nossa equipa é jovem e irreverente. Tem presente e muito futuro. Uma equipa com muito potencial. Por isso, temos que levar o que nos trouxe até aqui. Espírito coletivo muito forte e uma cultura muito forte capaz de virar resultados quando ninguém acredita».
Abel Ferreira, que já garantiu continuidade no Palmeiras, falou sobre o seu percurso no emblema brasileiro desde que chegou ao comando técnico:
«Eu sinto desde o primeiro dia que cheguei ao Palmeiras que é quase como um namoro, um casamento, que você constrói ao longo do tempo. E quanto mais tempo passa, é como o vinho, melhor. Conhecemo-nos mais, conhecemos os defeitos e as virtudes, uns dos outros. E a verdade é que, nestes cinco anos de relacionamento, falamos de quinze finais, dez títulos ganhos, mais uma final que vamos disputar amanhã, da maior competição da América do Sul. Sou um privilegiado. Se me perguntassem quando vim há cinco anos se ia estar três vezes a disputar a Libertadores, diria que não, sei o quão difícil é. Estes momentos ficarão gravados para sempre no meu coração. Se ganhei ou se perdi, eu sei que mil emoções eu vivi».
«Eu vim de uma cidade muito pequena, muito humilde, sou filho de gente humilde. Nada foi dado, tudo foi conquistado. É o que eu digo para os meus jogadores, é ser o melhor que conseguir ser, aproveitar essas experiências, porque fica marcado na nossa história e memória. Várias vezes me perguntaram, porque já ganhamos duas, o que ficou. Para mim, Abel Ferreira, o mais importante é a companhia. Com quem vivi, a jornada, os jogadores que vivi. É isso que eu guardo. Isso para mim, mais do que ser primeiro, segundo, quinto. Tenho a certeza que hoje vou dormir descansado porque tenho a consciência tranquila de que fiz tudo, mas tudo do que eu podia para preparar os meus jogadores. Eu trabalho para servir os outros, para dar o melhor de mim para ajudar os outros. É a minha missão principal como treinador. Amanhã, do primeiro ao último segundo, vamos dar o melhor de nós com foco e clareza para conseguir dar mais um título não só aos adeptos, mas, se me permite, a nós mesmos por tudo o que foi este ano. Queremos, merecemos e podemos», completou.

