Carta ao Pai Natal das Modalidades 2025

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Mundo das Modalidades BnR, 24 de dezembro de 2025
Querido, Pai Natal das Modalidades.

Olá, Pai Natal das Modalidades. Mais um ano que está a chegar ao fim, e esta é a melhor altura para fazer os habituais pedidos para 2026. Mas antes, quero agradecer-te por este 2025, desta vez superaste as expetativas. Foi um ano recheado de conquistas, e deste aquele toque de magia que tornou este um dos melhores anos para assistir desporto.

Apesar das conquistas, este 2025 foi longe de ser um mar de rosas. Tivemos que lidar com um apagão, eleições − em dose dupla −, tragédias que deixaram várias famílias desoladas e ainda com aquelas duas guerras, que teimam em não acabar de uma vez por todas. Por isso, peço-te que dês saúde e paz a estas pessoas, que têm de lidar com problemas de que em nada tiveram culpa. O resto, o universo traz.

Ainda antes de formalizar os nossos pedidos, não achas que devemos relembrar os maiores feitos pelos portugueses ao longo deste ano?

Vê lá bem, Pai Natal, em 2025, Portugal, além de dominar a Europa, dominou o mundo. Podemos ser pequenos em quantidade, mas em qualidade ninguém nos supera. E nós sabemos bem que estiveste a torcer pelo nosso país.

Comecemos pelo automobilismo. A nossa jovem promessa, Ivan Domingues, na sua época de estreia na Fórmula 3, venceu a Sprint Race do Grande Prémio de Espanha. Noutra categoria, o António Félix da Costa ajudou a Porsche a conquistar os títulos de equipas e construtores, ao fazer três pódios.

No futsal, Portugal voltou a fazer história, como é habitual. Fomos bicampeões europeus de sub-19, vice-campeões no primeiro Mundial de Futsal Feminino e voltamos a vencer o Europeu para atletas com Síndrome de Down. Somos mesmo especiais, não somos?

Por falar em especiais, o que dizer sobre o andebol português? No Campeonato do Mundo, tivemos a nossa melhor prestação de sempre, onde eliminamos a poderosa Alemanha nos quartos-de-final e terminamos no quarto lugar. Os sub-21 estiverem quase a dominar o mundo, mas caíram frente à Dinamarca. O futuro promete ser promissor. Em cadeira de rodas, vencemos o Euro Hand 4 All, mais um grande feito para os nossos atletas.

Este ano crescemos muito, e agora o mundo olha para nós de uma maneira diferente. A prova disso é o basquetebol, o voleibol e o rugby. As seleções masculina e feminina estiveram em destaque nos respetivos Europeus, voltámos a marcar presença no Campeonato do Mundo de Voleibol, os sub-20 de rugby foram campeões europeus, e os “Lobos” terminaram no top4 no Rugby Europe.

A lista já é longa, Pai Natal, mas ainda não terminámos. A Europa voltou a ser nossa no hóquei em patins, ao derrotarmos a França na final, parece um déjà-vu. No Campeonato do Mundo de Atletismo Tóquio 2025, Isaac Nader, nos 1500 metros, trouxe o ouro para Portugal, tal como, Pedro Pichardo, no triplo salto. As medalhas de ouro não ficaram por aqui, Margarida Silva, nos 800 m e 5000 m, e Joana Santos, no judo, subiram ao lugar mais alto do pódio nos Jogos Surdolímpicos.

No ténis, as nossas cores foram muito bem representadas, principalmente em Roland Garros. Pela primeira vez na história, tivemos três tenistas ­­­− Nuno Borges, Jaime Faria e Henrique Rocha − no quadro principal de um dos torneios mais mediáticos. E devemos destacar as grandes vitórias de Nuno Borges sobre Casper Ruud, nº 12 mundial, e a de Henrique Rocha perante o checo, Jakub Menšík.

Pai Natal, isto foi apenas uma amostra daquilo que conquistámos, porque houve muito mais. Aliás, nem tudo é sobre vencer, basta representar as cores da nossa nação com dedicação, esforço e humildade para nos sentirmos orgulhosos dos nossos atletas. No masculino e no feminino, dos jovens aos graúdos, fomos gigantes, e peço-te que continues a ajudá-los a alcançar os seus objetivos, porque eles realmente merecem.

No palco internacional, há algumas conquistas que merecem ser relembradas. Os Oklahoma City Thunder são os novos campeões da NBA, um título histórico, onde Shai Gilgeous-Alexander foi o grande destaque. Quem também brilhou foi Marc Márquez. O piloto espanhol venceu o seu sétimo troféu na MotoGP, ao vencer 25 corridas, incluindo as Sprint. Na Fórmula 1, Lando Norris conquistou o seu primeiro título mundial e acabou com a hegemonia de Max Verstappen. Foi um ano cheio de surpresas, e pedimos que continues a inspirar momentos assim.

Agora que temos a memória mais fresca, acho que é o momento perfeito para te pedir as prendas para o próximo ano.

Avizinha-se um ano repleto de muitos campeonatos, qualificações, Europeus e Mundiais, e ainda é ano de Jogos Olímpicos de Inverno. Assim sendo, peço-te que lhes dês força e os guies pelo caminho do sucesso. E lembra-te, seja qual for a modalidade ou o resultado obtido, nós vamos estar sempre aqui para apoiá-los.

O próximo ano começa logo com o Campeonato Europeu de Andebol, e gostaria que os ajudasses a continuar a escrever esta linda história, que ainda só vai no início. Pouco depois, será a vez da turma de Jorge Braz entrar em ação e o que seria se trouxéssemos de novo o caneco para o nosso Portugal? Uma prenda tu já te antecipaste, que era o regresso da Fórmula 1 a Portugal. Por isso, peço-te um campeonato tão emocionante quanto este, em que o campeão seja decidido na última corrida.

Com isto chegamos ao fim. Sei que são muitos pedidos, mas sei que aqueles que realmente importam tu vais conseguir concretizar.

Um obrigado, Pai Natal, e que a paixão pelo desporto nunca nos falte!

Gonçalo Carneiro
Gonçalo Carneiro
Gonçalo é licenciado em Ciências da Comunicação e encontrou na escrita o refúgio perfeito para se manter ligado ao mundo do desporto. Acredita que o jornalismo desportivo é o seu rumo ao estrelato.

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