O FC Porto derrotou o Benfica por 1-0, no jogo dos quartos de final da Taça de Portugal. Eis os destaques do encontro disputado no Estádio do Dragão.
Gabri Veiga – O médio-ofensivo espanhol está a atravessar uma fase de grande confiança, e isso reflecte-se no seu jogo. Neste encontro contra o Benfica, deixou vários destelhos da sua qualidade. Estando intimamente ligado ao resultado, uma vez que saiu dos seus pés o canto a que respondeu brilhantemente Bednarek para inaugurar o marcador a favor dos dragões. Muito critério no passe e com fino recorte técnico, Gabri Veiga é um dos motores desta máquina muito bem oleada por Francesco Farioli.
Samu Omorodion – O ponta-de-lança internacional espanhol realizou uma excelente exibição, destacando-se pela imensidão de duelos que ganhou aos defesas-centrais encarnados. Samu ligou muito bem com os seus colegas, segurando muito bem a bola, e iniciando muitos ataques da equipa portista.
Anatoly Trubin – Defesas de elevado grau de dificuldade, que mantiveram o Benfica em jogo por largos minutos, negando por diversas vezes os intentos da equipa portista, que dispôs de várias oportunidades para dilatar a sua vantagem marcador. O guardião internacional ucraniano, foi o grande obstáculo de um resultado mais avultado por parte dos dragões, e um dos poucos elementos da equipa encarnada que esteve à altura de um jogo desta envergadura. Podia ter sido o herói na outra baliza, caso o seu cabeceamento tivesse encontrado a direcção correcta, quando subiu a um canto de defensivo num momento em que a equipa do Benfica já jogava mais com o coração do que com a cabeça.
Thiago Silva – Em estreia pela equipa portista, o defesa-central internacional brasileiro, demonstrou que a idade é apenas um número. Parece que joga na equipa azul e branca há 20 anos. Aos 41 anos, mantém intacta toda a sua classe, que fez com que fosse um dos melhores defesas-centrais da última década. Farioli terá uma agradável dor de cabeça, mas uma decisão muito difícil entre mãos, se Thiago Silva continuar a exibir-se a este nível. Muita qualidade na saída de bola, entendeu-se às mil maravilhas com Jan Bednarek, numa dupla que promete.
Sidny Cabral – A grande surpresa do onze inicial escalado por José Mourinho, não conseguiu produzir o efeito que o seu técnico certamente desejaria quando decidiu colocá-lo no lado esquerdo do ataque da equipa encarnada. Só conseguiu ganhar as costas de Martim Fernandes apenas uma vez, e não conseguiu ser uma verdadeira ameaça para a sempre sólida defesa portista, apenas conseguindo levar algum perigo à baliza azul, numa excelente cobrança de um livre directo do lado direito do ataque encarnado.

