O Sporting venceu o Casa Pia por 3-0 na 18.ª jornada da Primeira Liga. Eis os cinco destaques do encontro.
Geny Catamo: Disse, outrora, Rui Borges, que quando faltasse a inspiração, não poderia faltar a atitude. Além da atitude, também pode aparecer uma inspiração que não se baseia no coletivo, mas no individual. E o moçambicano vive esse momento. Fez uma CAN 2025 de luxo, como referência maior de Moçambique, e no regresso a Alvalade bisou quando recebeu com espaço para chutar. Numa fase de lesões e ausências, ter Geny a este nível é uma benção.
João Simões: Não poderiam ser mais diferentes os papéis dos médios do Sporting. Com Hidemasa Morita na base das jogadas, à frente da defesa, o português pôde jogar pela esquerda, como mais gosta, e gerar superioridades quer na condução, quer na chegada à frente. Muito se viu o jovem na linha dos extremos, criando vantagens e possibilitando maior envolvimento criativo a Luís Guilherme e Francisco Trincão.
Daniel Bragança: O momento da entrada do médio português em campo, após 11 meses de fora por uma grave lesão, é para ficar guardado na memória. Alvalade levantou-se para aplaudir o regresso de um menino da casa cuja ausência se fez sentir. Entrou com a braçadeira de capitão e um atrevimento que deixa espaço para sonhar. O golo foi escrito por Deus nas linhas tortas com que a carreira do médio se vai desenrolando.
Jérémy Livolant: O Casa Pia não teve continuidade nos ataques, mas foi, aqui e ali, chegando à frente, especialmente no corredor direito. Gaizka Larrazabal conseguiu projetar e fixar Iván Fresneda, libertando o francês para jogar mais por dentro e causar dúvidas em Matheus Reis. Foi importante para os principais lances ofensivos dos gansos.
João Goulart: O início do jogo foi positivo para o Casa Pia, que conseguiu conter grande parte dos lances de um Sporting que procurou forçar através do corredor esquerdo. Bateu-se bem João Goulart, ajustando posicionamentos, vencendo duelos e conseguindo impedir grandes perigos Não teve grande culpa nos golos do lado oposto.

