Filipe Coelho analisou a derrota do Casa Pia diante do Marítimo. Treinador dos gansos explicou ainda ausência de Jérémy Livolant.

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Pediu para sair. Não o fez da forma mais correta e está sob a alçada disciplinar do clube
Filipe Coelho analisou a derrota do Casa Pia diante do Marítimo. Treinador dos gansos explicou ainda ausência de Jérémy Livolant.
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Opinião
Não há espaço, no seio dos sentimentos do Casa Pia, que não para o alívio. Há festejos e sorrisos, é certo, mas nenhum sentimento tão forte como o expirar profundo de dever cumprido, com muita dificuldade. A duas mãos, o Casa Pia marcou mais dois golos que o Torreense e, numa casa emprestada há quatro anos, selou as contas da manutenção. A época foi longa para o Casa Pia. Começou em agosto, diante do bicampeão Sporting que se tratou de banalizar os gansos. Na altura era João Pereira o treinador dos gansos. Desde então, João Pereira saiu, o seu adjunto Gonçalo Brandão foi promovido a principal, tendo também deixado já o clube. Álvaro Pacheco foi o responsável por fechar uma época atípica e feliz apenas no último suspiro.
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La Liga
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Sporting
A Liga Portuguesa vai entrar na sua segunda metade. É um período em que as equipas procuram avaliar o que fizeram na primeira volta e o que precisam de fazer para a segunda, na maioria dos casos, necessitando de fazer melhor com vista a atingir os seus objetivos na maratona. Um dos mesmos casos é o Sporting. A equipa de Rui Borges fez uma primeira volta competente, tendo vencido 13 dos 17 jogos e tendo perdido apenas um dos quatro que não venceu. Além de os leões estarem entre os clubes que estão em posição de continuarem na UEFA Champions League (via play-off ou acesso direto aos oitavos de final), tendo ainda dois desafios bravos pela frente (PSG e Athletic Bilbao) aos quais precisam de sobreviver para manterem tal posição. No entanto, acaba por não ser satisfatório para os campeões nacionais visto serem segundos e porque existiu uma equipa com números superiores: o FC Porto é líder com mais sete pontos que os leões e venceu 16 jogos em 17 (apenas perdeu dois pontos num empate a zero frente ao Benfica).
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Benfica
É um jogo que marca um virar de página para o Benfica e para o Casa Pia. Do lado da equipa da casa, fecha-se, por fim, o capítulo das eleições aos órgãos sociais. Do lado do Casa Pia, é o primeiro jogo desde o despedimento de João Pereira, um treinador novo e que se mostrou promissor, mas que não resistiu aos maus resultados, fruto também de ter visto a sua equipa despida de uma época para a outra. Dentro de campo, que é onde mais importa, as equipas oscilam. José Mourinho talvez tenha encontrado uma base para conseguir fazer este Benfica jogar à bola: pressão homem a homem e forçar ataques rápidos a partir da recuperação em zona alta. Repare-se, não que o futebol seja uma ciência exata, mas há duas fórmulas mais convenientes para uma equipa grande portuguesa se impôr em contexto nacional e que encaixam no que é o futebol moderno: jogo posicional e pressão alta.
Sporting
Rumo ao tri. Este é o lema do Sporting para a nova época. A formação de Alvalade defronta hoje em Rio Maior o Casa Pia, no arranque da Primeira Liga 2025/2026. Espera-se que seja novamente o início de uma caminhada triunfal até ao Marquês. O Sporting já não é tricampeão desde o longínquo ano de 1953, e o desejo em voltar a sentir o sabor de três campeonatos consecutivos é maior do que nunca. O desafio promete ser duro, ainda mais sem a sua principal figura nos últimos dois anos, Viktor Gyokeres. E por falar em desafios, Rui Borges inicia pela primeira vez uma época como treinador do Sporting, ele que substituiu João Pereira no final do ano passado. Rui Borges apanhou um leão invencível no campeonato e líder isolado. Parte agora em igualdade como todos os outros e tem, talvez, o maior desafio de todos. Construir uma equipa à sua imagem, sem estar refém das ideias do atual técnico do Manchester United. Mas não está a ser fácil. Na derrota com o Benfica para a Supertaça utilizou o esquema tático 4-2-3-1, e no final foi criticado pelos adeptos, que pediram novamente de volta o 3-4-3. A linha de quatro defesas parece que é para continuar, mas vão ser os resultados daqui para a frente que irão ditar se o treinador verde e branco irá ceder novamente à tática que tantas alegrias deu.
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