O Benfica venceu o Rio Ave por 2-0 na 18.ª jornada da Primeira Liga. José Mourinho respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
José Mourinho analisou o triunfo do Benfica frente ao Rio Ave por 2-0, no encontro referente à 18ª. jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio dos Arcos, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos azuis e brancos.
Lê também a questão colocada a Sotiris Sylaidopoulos, treinador do Rio Ave.
Bola na Rede: O Benfica encontrou muitos espaços na primeira parte nos três corredores para criar desequilíbrios. Quão importantes foram as movimentações do Sudakov, quer a baixar para construir, quer a surgir nas costas dos dois médio do Rio Ave. E quão importantes também foram as triangulações no corredor direito, com as projeções do Dahl e do Schelderup e os movimentos de aproximação do próprio Sudakov ou do Aursnes?
José Mourinho: O Rio Ave é uma equipa que defende 5x4x1, onde os 2 alas tentam fechar por dentro, mas, quando a bola entra no corredor lateral, são os alas que saltam. Às vezes fazem-no com um bocadinho de atraso, se a bola chegar rapidamente ao corredor, chegam com um bocadinho de atraso. E tendo 2 jogadores abertos em cada corredor, Dahl e Schjelderup de um lado e do outro lado o Luca [Prestianni] e o Dedic, aparecer o 3.º homem, seja pelo Sudakov, seja inclusive pelo próprio Pavlidis, que também baixava muito, é difícil para o adversário desde que as coisas saiam bem. Nós corremos esse risco, porque com o Rio Ave, da maneira como nós lemos a coisa, o maior perigo é bola recuperada, transição. Foi assim que na Luz nos fizeram o golo do empate, foi assim que marcaram em Barcelos agora recentemente, foi assim que marcaram ao Casa Pia também. Tem risco, quando se tem tanta bola e se perde bola, existe sempre esse risco, só que a equipa foi muito sólida. E acho que o Barreiro e o Aursnes, por detrás dessa estrutura ofensiva, deram sempre um equilíbrio muito bom à equipa nesse girar de bola e sair de um corredor e aparecer no outro. Portanto, acho que é um jogo muito bem conseguido pelos rapazes, principalmente com a dificuldade que é ter jogado quarta e voltar a jogar, e são sempre os mesmos jogadores. Foram só o Schjelderup e o Otamendi que se podem dizer frescos, porque mesmo o próprio Sudakov jogou 50 minutos na quarta-feira. Acho que foram muito fortes sob o ponto de vista mental, todo o crédito para eles.

