O FC Porto venceu o Gil Vicente por 3-0 na 19.ª jornada da Primeira Liga. César Peixoto respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
César Peixoto fez a análise ao desaire do Gil Vicente frente ao FC Porto por 3-0, no encontro referente à 19ª. jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio do Dragão, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador gilista.
Lê também a questão colocada a Francesco Farioli, treinador do FC Porto.
Bola na Rede: Hoje o Santi García surgiu mais recuado no terreno na organização defensiva, em comparação com o Luís Esteves, algo que não tem sido tão habitual ao longo da temporada. No entanto, na segunda parte, o mister voltou a colocar o Santi na dupla com o Varela. Gostava de lhe perguntar o que motivou estas alterações? E por outro lado, como é que tentou contrariar o jogo apoiado do Samu que nos últimos jogos tem sido uma referência clara na construção de ataques do FC Porto.
César Peixoto: A ideia teve a ver com as diagonais dos jogadores do Porto. Quando a bola vai fora no Froholdt e no Gabri Veiga, eles fazem diagonais entre central e lateral, e a ideia era nós termos os nossos médios para os acompanhar neste jogo. E o Santi tem outro andamento, outras características que o Luís não tem, foi um pouco por aí que tomámos essa opção. Estávamos, para já, compactos e coesos, mas é verdade que nós ficamos mais fortes com bola com o Luís mais baixo. Ao intervalo já estávamos a perder e tornámos a equipa mais agressiva. O Santi também é mais agressivo na frente. A equipa entrou bastante melhor na segunda parte. O Luís não tem características para andar a fazer diagonais longas atrás dos médios. Foi tentar encontrar, dentro das características dos jogadores que temos, o melhor plano para nós conseguirmos fazer face a este Porto, que é uma equipa muito competitiva. Depois libertávamos ali o Samu para os nossos centrais. A ideia era ter os centrais para saltar quando o Samu baixasse para ligar jogo e os nossos médios a acompanhar os médios do Porto nas diagonais, para nós conseguirmos ser uma equipa compacta e agressiva, e nós conseguimos ter bola. Faltou-nos, na primeira parte, alguma ligação, alguma temporização do jogo com bola e alguma ligação, tirar do lado da pressão e chegar ao lado oposto. Na segunda parte, já o conseguimos fazer. Falei com eles ao intervalo e a equipa cresceu muito, e a equipa estava muito bem até ao momento da expulsão, mas são opções. Acho que a equipa fez um bom jogo, um jogo competitivo.

