O presidente da Liga, Reinaldo Teixeira, reagiu ao chumbo da proposta de distribuição do mecanismo de solidariedade da UEFA.
Após 12 votos a favor e seis contra, a proposta de distribuição do mecanismo de solidariedade que visava distribuir as verbas pelos clubes da Segunda Liga, foi chumbada na Assembleia Geral Extraordiária da Liga Portugal. Reinaldo Teixeira reagiu à votação manifestando a sua insatisfação.
O presidente da Liga começou por lamentar o chumbo, apelando a mais solidariedade:
«Na Segunda Liga houve 100% de votos a favor. Na Primeira registaram-se doze a favor e seis contra. A maioria claramente queria manter o espírito de solidariedade. A partir da época 24/25, uma norma da UEFA exige que os clubes da Primeira Liga tomem decisões sobre o que fazer a este montante. É preciso que 75% (14 em 18) estejam a favor para que a solidariedade seja cumprida e mantida. Faltaram dois votos para passar este espírito».
Reinaldo Teixeira revelou também que alguns clubes da Primeira Liga se ofereceram a «abdicar da sua parte do montante para distribuir por 15 clubes da Segunda Liga», referindo ainda:
«Não é agradável, gostaria de dar outras notícias, mas pensamos na solução e não no problema. Vivemos num mundo em que as pessoas são livres de tomar posição, cabe-nos respeitar e olhar para o que podemos fazer».
Relativamente à centralização dos direitos televisivos, frisou:
«Sentimos grande convergência. Naturalmente, se o bolo não for tão grande como esperamos pode haver dificuldades com os três ditos emblemas que têm a maior parte da receita no bolo de hoje, mas depois dos nossos diálogos nacionais e internacionais sentimos que o bolo será diferente para melhor (…) As verbas hoje são bem superiores às do passado. Antes falávamos de 100 ou 200 mil euros, hoje o montante de solidariedade que cabia à Segunda Liga seria de 412 mil euros. As SADs foram claras ao esclarecerem o porquê de não estarem a favor».
Por fim, o presidente destacou o desafio financeiro:
«A Liga tem um desafio financeiro grande, vamos fazer tudo para honrar os compromissos feitos quando fomos eleitos. Temos de ser solidários e aceitar a norma da UEFA»

