Seko Fofana é o mais recente reforço do FC Porto para o miolo do terreno, que chega por empréstimo do Rennes até ao fim da temporada, sem opção de compra. Nascido em 1995 na capital francesa, Fofana ingressou nas escolas do Paris FC e viria a passar por Lorient e Manchester City durante a sua formação (vencendo uma Premier League Internacional Cup). Não chegou a estrear-se pela equipa sénior dos citizens, mas jogou pelo Fulham e pelo Bastia emprestado pelo emblema de Manchester.
Depois de passagens pela Udinese e pelo Lens, onde fez 215 jogos e apontou 30 golos, Seko Fofana fez uma passagem pela Arábia Saudita antes de regressar a território gaulês para assinar pelo Rennes. Agora, já numa fase relativamente avançada da sua carreira, vai experienciar pela primeira vez o futebol português, sendo aposta da direção de Villas-Boas para reforçar o meio-campo ou, eventualmente, a lateral esquerda, posição em que alinhou frequentemente durante esta temporada.
Internacional francês nas camadas jovens, Seko Fofana decidiu em 2017 representar a seleção principal da Costa do Marfim, pela qual soma 31 internacionalizações e sete golos. Já no início deste ano, foi um dos elementos convocados para a CAN, em que os elefantes atingiram os quartos de final.
Com a saída de Eustáquio para a MLS, Farioli precisava de um box-to-box e Fofana foi o eleito. Será provavelmente uma alternativa direta a Victor Froholdt, sendo notórias algumas semelhanças com o jovem dinamarquês, como a capacidade técnica aliada ao poderio físico e à cobertura de uma grande parcela do terreno de jogo.
Toda a sua influência em campo e capacidade de liderança foram demonstradas na época 2022/2023, quando foi peça fundamental na campanha notável do Lens e arrecadou o prémio Marc-Vivien Foé para melhor jogador africano da Ligue 1.
Seko Fofana não é um jogador extremamente veloz, mas sim um “fundista”. Apesar de já estar na casa dos 30 anos, o costa-marfinense mantém o seu número elevado de contribuições ofensivas e defensivas, com uma resistência bem acima da média.
Calmo com a bola nos pés, Fofana tem também no seu arsenal uma boa capacidade de drible e de remate a longa distância, requerendo atenção redobrada dos defesas adversários. Do lado portista, as preocupações centrar-se-ão no passe e visão de jogo, que não são de todo os pontos fortes desta contratação, bem como na tendência para falhar jogos por lesão. A escolha de recrutar jogadores com maior nível de maturidade tem esse revés, que já foi evidenciado pelo caso de Luuk de Jong.
Com uma Liga dos Campeões Árabes como único título de clubes no currículo, a vitrine de Seko Fofana acaba por pecar por escassa, tendo em conta a sua qualidade. O seu empréstimo aos dragões coincide com um bom momento do emblema do Porto, dando-lhe boas hipóteses de alargar esse palmarés.
O presidente portista parece mesmo apostado em equilibrar a irreverência dos jovens do plantel com nomes sonantes e experientes, sendo Fofana mais um exemplo disso depois da recente chegada do central quarentão Thiago Silva.
Escolheu a camisola azul e branca número 42, em homenagem ao seu compatriota Yaya Touré, jogador de quem é um admirador confesso. Com o emblema da invicta ainda a disputar três competições, Fofana será mais um trunfo que garante qualidade e, acima de tudo, intensidade a Farioli.

