Oskar Pietuszewski é a nova joia do FC Porto. Cobiçado por clubes como o Real Bétis e Atlético Madrid, o jovem polaco de apenas 17 anos decidiu escolher a Cidade Invicta como destino. Obra do destino ou não, a verdade é que o mais recente reforço portista estreou-se precisamente frente ao Ajax de Francesco Farioli, num jogo a contar para a Liga Europa. Tinha apenas 16 anos e fê-lo ao serviço do Jagiellonia, clube da sua terra natal.
Contratado por 10 milhões de euros e com uma cláusula de rescisão de 60 milhões, o jovem polaco é visto como uma grande promessa no Dragão. A sua “carta de apresentação” aos adeptos portistas aconteceu frente ao Vitória SC, onde mostrou bons apontamentos: em apenas 10 minutos, conquistou um penálti, garantindo a vitória do encontro à formação portista, que sentia dificuldades em desbloquear o marcador.
Apesar da tenra idade, Pietuszewski é já um jogador com experiência no futebol sénior. Ao todo, foram 54 jogos na equipa principal do Jagiellonia, onde somou 4 golos e 2 assistências. O extremo-esquerdo jogou sempre no escalão superior e demonstrou uma maturidade e confiança acima da média, atributos que parecem encaixar no modelo e visão de Francesco Farioli: jogadores com compromisso, tanto ofensiva como defensivamente, e com elevados níveis de intensidade e entrega.
Oskar Pietuszewski assume-se como um jogador corajoso, sem medo de ir para cima do adversário. Arrisca no 1×1, sendo o drible uma das suas principais armas de desequilíbrio, tornando-o imprevisível e uma dor de cabeça para os defesas que o enfrentam. Aliado ao drible, junta a velocidade vertiginosa, capaz de conquistar a vantagem necessária, que utiliza tanto para cortar para dentro como para dar largura. É irreverente, energético e capaz de mudanças de direção com bola, ziguezagueando pelo último terço.
A irreverência e a agressividade não são exclusivas do momento ofensivo. Por ser um jogador sem medo de arriscar no drible, está sujeito a perdas de bola capazes de colocar a equipa em sobressalto. Porém, é necessário destacar a reação à perda de Pietuszewski, que se mostra 100 % ligado à equipa e com uma agressividade imediata, sem permitir tempo de reação ao adversário logo após a perda da bola. Esta entrega, fisicalidade e combatividade são atributos que parecem agradar ao treinador italiano.
Apesar de todas as qualidades visíveis no jogo do polaco, é importante ressalvar que é um diamante em bruto, longe da versão acabada e com uma grande margem de progressão. Tal como o próprio afirmou numa entrevista, existem aspetos a melhorar, sendo a tomada de decisão uma das suas principais lacunas, como é possível verificar no seu número de contribuições para golo. Nota-se que a escolha entre passar, cruzar ou rematar consegue ser algo errática, caraterística comum entre jovens jogadores. Outro aspeto a melhorar no seu jogo, é o timing da pressão e o posicionamento. Apesar da agressividade no momento da perda, o polaco pode melhorar o aspeto defensivo, bastante valorizado por Farioli.
A respeito da sua utilização, parece-me que a intenção de Farioli é utilizar o jogador no imediato como opção de rotação, dando cobertura na posição a Borja Sainz, jogador que partilha algumas das características de Pietuzsewski. Pode surgir com uma excelente opção de desequilíbrio em jogos que se mostrem mais fechados e a precisar de um jogador com rasgos de criatividade e arrojo no momento ofensivo.
A jovem promessa polaca parece encontrar no FC Porto, o habitat ideal para evoluir, adicionando um toque de magia e audácia capazes de entusiasmar os adeptos portistas.

