André Villas-Boas no aniversário da morte de Pinto da Costa: «A obra permanecerá para sempre, bem como a nossa gratidão»

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O FC Porto publicou uma mensagem de André Villas-Boas no aniversário da morte de Jorge Nuno Pinto da Costa.

O lendário Jorge Nuno Pinto da Costa faleceu no dia 15 de fevereiro de 2025. No aniversário da data, o FC Porto publicou uma mensagem de André Villas-Boas, na qual refletiu sobre o legado, caráter e influência do presidente que liderou os dragões durante 42 anos:

«Faz hoje um ano que o FC Porto perdeu Jorge Nuno Pinto da Costa. E, com ele, um pedaço de todos os Portistas. Neste dia, a primeira palavra é de respeito e de abraço: à família, pela dor íntima e irreparável, pela falta diária e pelo lugar vazio que ninguém ocupa; e aos Portistas, pela tristeza de quem perdeu alguém que, por décadas, foi presença constante, voz firme e líder sem paralelo do nosso Clube»

Descreveu Pinto da Costa como pessoa, assim como a sua ligação à cidade invicta:

«De uma sagacidade, sabedoria e inteligência invulgares, fez da ambição e da vitória o seu hábito diário e da mística uma disciplina. Sabia passar a sede de vencer, de forma clara e convicta, a jogadores, treinadores, equipas e funcionários, fazendo com que, hoje, no FC Porto, trabalhemos sobre um espírito de unidade, direção e rumo para a vitória, de forma muito clara. A coragem de enfrentar os poderes instalados, o compromisso com a exigência e o rigor, o orgulho de ser quem somos. O Clube que hoje existe – forte, reconhecido, temido e respeitado – foi-se construindo sobre a marca dos seus adeptos, mas também sobre a liderança de grandes homens e, de forma distinta, sobre a liderança de Jorge Nuno Pinto da Costa. Pinto da Costa era um nortenho e um portuense de gema. Amava o Porto e amava o Norte, não como slogan, mas como identidade. E, por isso, nunca se acomodou perante as idiossincrasias de um país centralista, onde tantas vezes se confundiu poder com geografia, influência com privilégio, e onde a narrativa sobre o FC Porto continua a ser cozinhada num ruído que não é isento, nem justo, nem limpo».

Falou sobre todo o sucesso alcançado pelo FC Porto durante a sua presidência:

«Graças a Pinto da Costa, hoje sabemos que a vitória no FC Porto não nasce do conforto: nasce da superação, da exigência e da firmeza na proteção dos nossos princípios. Sabemos bem o que somos. Sabemos o que representamos. Sabemos o caminho a seguir, porque ele foi marcado a fogo no nosso destino. Sabemos tudo isso porque nos foi deixado um Clube forte e poderoso, vencedor por mérito, duro por necessidade e infinitamente mais nobre do que o discurso hipócrita e de falso moralismo com que, tantas vezes, nos tentam diminuir. Hoje, o FC Porto é maior do que qualquer ataque, maior do que qualquer caricatura, maior do que qualquer campanha. Nesses 42 anos sob a sua liderança, o FC Porto não só dominou o futebol português como partiu para conquistar o mundo, tornando-se Bicampeão Europeu, Bicampeão Mundial, vencedor da Supertaça Europeia, vencedor da Taça UEFA e da Liga Europa, tendo hoje o palmarés mais importante de qualquer clube português».

Por fim, agradeceu ao ‘Presidente dos Presidentes’ e apelou à continuidade do seu legado:

«Por isso, um ano depois, não se trata apenas de recordar. Trata-se de continuar. Continuar a ganhar e a ser Porto: firmes, unidos, exigentes, leais ao que nos trouxe até aqui. Que este dia não seja apenas memória; que seja compromisso com o futuro, tal como desejaria Pinto da Costa. Porque o Portista é feito desta matéria que não desaparece: “vive, subsiste, é eterno.” E assim o celebraremos: não apagando a tristeza, mas transformando-a em força; não aceitando a sua ausência como perda de força, mas como responsabilidade; não deixando o legado quieto num passado glorioso, mas levando-o connosco para o futuro com a obrigação de o fazer crescer. Um ano depois, o nome permanece. A obra permanecerá para sempre, bem como a nossa gratidão. Obrigado Presidente dos Presidentes».

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