Roberto Martínez voltou a destacar a importância de Cristiano Ronaldo para a Seleção e o desejo de conquistar o Mundial 2026 com o capitão.
Numa entrevista ao podcast do Portugal Football Summit, Roberto Martínez refletiu sobre a importância de Cristiano Ronaldo em toda a sua carreira internacional, e o impacto que ainda pode ter pela Seleção Nacional no Mundial 2026. O selecionador começou por destacar a conquista da Liga das Nações em 2025:
«Foi essencial na forma como se pode comprar confiança, como se pode comprar crença, e se consegue que o grupo tenha uma energia especial. Quando falamos da Liga das Nações é o formato mais difícil. Tem 10 jogos, cerca de 10 meses, cinco estágios diferentes, e depois os dois últimos jogos são o resultado de um quarto de final a duas mãos em março. E depois joga-se contra a Alemanha na Alemanha, um lugar onde não ganhávamos há 25 anos. E é a primeira final contra um campeão europeu. Portanto, quando se olha para a dificuldade e a complexidade do torneio é quase um passo para dizer que fizemos algo que nos pode dar uma confiança incrível para o futuro».
De seguida, abordou a importância de Cristiano Ronaldo para as esperanças de Portugal no Mundial 2026:
«Vai ser o maior jogador de Portugal de sempre, ganhe ou não o Mundial. Acho que o importante para nós é sabermos como podemos ter a melhor hipótese possível de lutar pelo Mundial, e isso é analisar os nossos padrões e tentar melhorar constantemente. E é essa a forma muito específica como todos os dias lhe dá uma oportunidade de enfrentar uma determinada oposição, da mesma forma que fizemos com a Liga das Nações».
Relativamente à dedicação do capitão, Roberto Martínez referiu:
«Nunca trabalhei com um jogador que, todas as manhãs, tenha este foco de tentar usar o dia para melhorar. Se pudéssemos ter o Cristiano para sempre, seria a forma mais fácil de treinar os jogadores mais novos quando chegam à seleção, porque ele tem esse foco. O seu desejo é usar todos os dias para se tornar melhor».
Por fim, criticou a forma como os jogadores são sobrecarregados pelos calendários congestionados:
«Ninguém quer ceder, mas todos deveriam ceder. Isto não é uma questão de saber se as competições de clubes ou as competições internacionais são as que ganham. Isto não é uma luta para ganhar. Isto é alguém definir que o que um jogador precisa é de uma pausa de três a quatro semanas. Ponto final. Porque o corpo precisa disso, porque os músculos precisam de recuperar, porque há uma fadiga mental que precisa de ser trabalhada».

