Rui Borges reflete sobre a vitória do Sporting: «A malta que entrou trouxe-nos a calma que faltava»

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Rui Borges esteve na conferência de imprensa de rescaldo ao triunfo por 3-0 do Sporting diante do Estoril Praia, no Estádio de Alvalade.

Na noite da passada sexta-feira, o Sporting aumentou a série de vitórias com o triunfo por 3-0 frente ao Estoril Praia, na 24.ª jornada da Primeira Liga. Na conferência de imprensa após o encontro, Rui Borges começou por analisar a exibição da sua equipa:

«Entrámos bem, fortes, criámos desconforto ao Estoril e não os deixámos ganhar confiança com bola, porque são muito bons nesse capítulo. E em posse, fomos sendo muito dinâmicos, que é a nossa imagem de marca e conseguimos fazer dois golos muito cedo, a atacar as costas da defesa do Estoril. A segunda parte foi diferente porque começámos a falhar muitos passes logo quando ganhávamos bola. O Estoril foi ganhando confiança e conseguiu chegar mais vezes próximo da nossa baliza com bola. A defesa fez um grande jogo, sobretudo o Gonçalo Inácio. Acho que foi dos melhores jogos dele, com bola e sem bola. E a equipa manteve-se ligada, mas com demasiada obsessão pela baliza quando tínhamos bola a querer chegar demasiado cedo. A malta que entrou depois trouxe-nos a calma que faltava e com bola e ficámos melhor».

De seguida, explicou a decisão de deixar Pedro Gonçalves no banco de suplentes:

«O Pote não entrou por não se sentir a 100 por cento e optámos por não o expor e gerir a situação física dele. Estava convocado, o que significa que estava apto para o jogo e estará para o FC Porto. Tem treinado bem, apenas decidimos por precaução não o utilizar. Gosto muito de ouvir o atleta e aquilo que ele sente e não quisemos arriscar».

Rui Borges refletiu também sobre a importância do terceiro golo, com envolvimento direto de Nuno Santos e Daniel Bragança:

«Senti que infelizmente a vida dá-nos lesões. Gostava que nenhum deles tivesse passado pelo que passou, porque são jogadores fenomenais. O trabalho do Bragança no golo foi excecional, mas o passe do Nuno parece fácil, porque é ele a fazer. Ele vai levar tempo a voltar a ser o melhor Nuno, mas vai conseguir, porque trabalha como ninguém. Fico feliz por vê-los aos dois porque é importante tê-los dentro do relvado. São jogadores que fazem falta lá dentro».

Afastou a narrativa de João Simões poder estar a perder espaço no meio-campo do Sporting:

«Não. O Simões até entrou antes do Dani. Tem a ver com o adversário. O Morita fez uma 1.ª parte e um início de 2.ª parte estrondosos. Fez um belíssimo jogo, correu quilómetros e está a recuperar a forma física que lhe faltava por causa da lesão. Mas o Simões entrou muito bem, tal como o Dani, que está a crescer na confiança depois de uma paragem longa».

Também não quis comparar o atual goleador Luis Suárez a Victor Gyokeres:

«Nada disso. Conto com os que tenho. O Suárez fez mais um grande jogo, mas perdeu mais bolas do que é normal para ele, e ao intervalo estava descontente por isso mesmo. Mas ele é o espelho do coletivo, nunca é o contrário».

Relativamente ao estatuto de Luis Guilherme, que voltou a ser titular, Rui Borges referiu:

«Não há indiscutíveis, mas ele tem vindo a crescer está cada vez mais identificado com o Sporting e a nossa maneira de jogar. Já disse que acho que é um miúdo que vai ter um futuro fantástico, mas vai ter de trabalhar muito, porque se em algum momento achar que não tem de trabalhar devido à qualidade que tem, vai sentir dificuldades porque está num clube com muitos bons jogadores. É jovem, está no bom caminho e ainda bem que o temos do nosso lado».

O técnico refletiu ainda sobre os oitavos-de-final da Champions League frente ao Bodo/Glimt:

«É uma grande equipa que tem ganhado a grandes equipas da Europa. Desengane-se quem pensa que foi um bom sorteio, porque não foi. Temos de os respeitar porque são uma equipa muito difícil. Mas ainda temos dois jogos antes».

Analisou também o momento de forma dos leões antes do encontro com o FC Porto:

«Os jogos estão difíceis para todos. Ganhámos cinco ou seis jogos seguidos com golos nos últimos minutos. O futebol está muito competitivo. É um jogo entre as duas equipas que estão na frente do campeonato, queremos muito defender um titulo que é nosso, mas vamos jogar contra a equipa que lidera o campeonato, por isso também está a atravessar um bom momento».

Por fim, afirmou não ter assistido ao penálti polémico dos dragões na vitória sobre o Arouca:

«Não vi. Só me foquei no meu trabalho. Fizemos o nosso papel, ganhámos. No final se verá o que conseguimos alcançar. Não falo de arbitragens».

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