Paulo Futre refletiu sobre a sua ligação ao FC Porto e Sporting antes da meia-final da Taça de Portugal da próxima terça-feira.
Nas meias-finais da Taça de Portugal, o Sporting vai receber o FC Porto às 20h45 da próxima terça-feira. O lendário Paulo Futre, que já esteve dos dois lados, lançou o Clássico refletindo sobre a sua ligação a ambos os clubes:
«Carrego os dois eternamente. O Sporting foi meu pai e mãe no futebol, mas também não estava aqui se não fosse o FC Porto e aquilo que consegui lá».
O antigo internacional português reforçou que não existe um favorito:
«Num clássico nunca há favoritos. Uma equipa pode estar muito bem e perder, outra pode não estar tão bem e ganhar. Quando o árbitro apita, tudo pode acontecer».
De seguida, referiu que o lado emocional pode ser fazer a diferença:
«Só há vantagem emocional se alguém fizer uma declaração infeliz, dizer que é melhor ou que vai ganhar facilmente. A outra equipa entra com mais raiva. Hoje isso quase já não acontecer».
Destacou ainda o facto de se tratar de uma meia-final a duas mãos:
«Uma meia-final joga-se em 180 minutos. O primeiro jogo é apenas a primeira parte. Mesmo que alguém seja derrotado em casa, nada fica decidido. Pode resolver-se com um lance de génio, um erro ou uma bola parada. E até pode ir a penáltis. Há quem não acredite, mas eu acredito na sorte. A estrelinha é muito importante nestes momentos».
Por fim, deixou o seu prognóstico para o encontro:
«Talvez fique mais triste pela equipa que perde do que contente pela que ganha. São duas equipas muito especiais para mim. (…) O FC Porto está bem, o Sporting também está a fazer uma grande época. Para mim é cinquenta por cento para cada lado. Espero uma grande eliminatória e que passe o melhor»

