A Qatar Stars League vai regressar à atividade após a suspensão provocada pelos conflitos no Médio Oriente. O CEO da competição garantiu um protocolo de segurança para proteger a vasta «armada lusa» e os restantes profissionais.
O futebol no Catar prepara-se para voltar a rolar. De acordo com um comunicado oficial, a Qatar Stars League (QSL) retoma as operações esta quinta-feira, dia 12 de março, com a disputa da 18.ª jornada da competição, que se encontrava originalmente agendada para o passado dia 5 de março. O regresso acontece após uma suspensão temporária motivada pela crescente instabilidade no Médio Oriente, o que obrigou a organização a repensar toda a logística em torno dos eventos desportivos.
Para garantir que a retoma decorre sem incidentes, a estrutura da liga implementou um rigoroso protocolo com procedimentos de segurança desenhados para salvaguardar os jogadores, as equipas técnicas e todo o staff envolvido nas operações de jogo. Estas medidas de precaução foram articuladas em estreita cooperação com as autoridades de segurança do país e validadas através de um workshop que reuniu todas as entidades relevantes do setor, demonstrando um planeamento minucioso para lidar com o contexto de crise.
Hani Ballan, CEO da Qatar Stars League, fez questão de abordar publicamente esta retoma, sublinhando o compromisso inabalável com a proteção de todos os intervenientes.
«Estes são tempos desafiantes e sem precedentes para o nosso país. Estamos gratos por viver num dos países mais seguros do mundo, onde existem sistemas sólidos para nos proteger em situações como esta», começou por explicar o dirigente.
O líder da organização assegurou que «a segurança dos nossos jogadores, treinadores, dirigentes, equipas médicas e pessoal operacional continua a ser a nossa prioridade máxima» e deixou uma garantia categórica:
«Nunca será permitido nada que comprometa o seu bem-estar».
Ballan rematou a sua intervenção com uma mensagem mais ampla, estendendo «votos de paz e compaixão à região e a todo o mundo».
No que diz respeito ao calendário competitivo, a organização confirmou ainda reajustes impostos pela paragem. Os encontros em atraso referentes à 17.ª jornada, que colocarão frente a frente o Al-Shamal e o Qatar SC, bem como o Al-Arabi e o Al-Sailiya (originalmente marcados para o final de fevereiro), foram oficialmente reagendados para o dia 7 de abril.
O regresso à normalidade desportiva no país tem um impacto numa vasta «armada lusa» que atua no território catari. O panorama de instabilidade e os relatos recentes de jogadores estrangeiros a tentarem forçar a saída do Médio Oriente criaram um clima de apreensão, que a liga tenta agora mitigar. O contexto afeta alguns conhecidos do futebol nacional, nomeadamente os técnicos Artur Jorge (treinador do Al-Rayyan) e Pedro Martins (líder do Al-Gharafa). A nível de jogadores, o protocolo de segurança abrangerá atletas como André Amaro e Tiago Silva (ambos sob o comando de Artur Jorge no Al-Rayyan), o jovem defesa Diogo Amaro (no Al-Sailiya) e ainda o luso-catari Pedro Miguel «Ró-Ró», peça fundamental do Al-Sadd e da seleção local.



