Última horaAC Milan de Ruben Amorim traz novidade e há renovação no ataque
Publicidade

Francesco Farioli diagnostica a crise no Ajax: «Era impossível trabalhar nessas circunstâncias»

Dinis Jacob · 1 min

Francesco Farioli FC Porto
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Em declarações à ESPN, Francesco Farioli refletiu sobre a experiência no comando do Ajax, destacando os problemas estruturais no clube.

Antes de rumar ao FC Porto, Francesco Farioli teve uma experiência infeliz no Ajax, vendo o título escapar depois de liderar a Eredivisie por nove pontos a cinco jogos do fim. Em entrevista à ESPN, o técnico italiano refletiu sobre os detalhes que acabaram por influenciar o seu trabalho no banco:

«Estamos a falar de um clube enorme, com muitas lutas políticas internas. Sendo honesto, considero que, assim, não é fácil andar para a frente e isso não vai ajudar o Ajax a ser competitivo novamente».

De seguida, Francesco Farioli acrescentou:

«Demasiadas decisões dentro do clube são tomadas por pessoas que não estão realmente envolvidas no futebol. Isso torna tudo mais lento, de uma forma significativa. A meu ver, era impossível trabalhar nessas circunstâncias. (…) Juntamente com as pessoas que eram próximas de mim, percebi o quão difícil era manter uma boa ligação dentro de um clube tão grande».

Em 2025/26 o Ajax terminou na 5.ª posição da Eredivisie, somando a quarta temporada consecutiva sem títulos. Desta forma, o gigante neerlandês vai competir na Conference League na próxima temporada.

Dinis Jacob

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.