FC Porto derrotou o Braga por 2-1 na 27.ª jornada da Primeira Liga. Confere os destaques do encontro disputado na Pedreira.
Florian Grillitsch: O médio austríaco é um jogador que oferece várias características ao meio-campo do Braga, sobretudo pela qualidade que apresenta com bola – seja no passe, seja na capacidade de pausar o ritmo do jogo – e sem bola, pela agressividade necessária para conter, em determinados momentos, o poderio físico e as movimentações dos médios interiores dos FC Porto. Além disso, perante a pressão alta dos dragões, foi importante a baixar entre os centrais para assumir a construção, bem como no recurso ao passe longo para explorar o espaço nas costas, aproveitando as movimentações de fora para dentro de Victor Gómez, Pau Víctor e Rodrigo Zalazar.
Rodrigo Zalazar: É difícil encontrar um jogo sem protagonismo do médio uruguaio na equipa do Braga, tal é a polivalência que oferece. Frente ao FC Porto voltou a ser um elemento-chave no jogo com bola, ao movimentar-se pelos três corredores, tanto por dentro como a partir da largura. Perante a pressão alta dos dragões na primeira fase de construção, teve o papel de esticar o jogo e criar distanciamentos entre setores, recorrendo muitas vezes a movimentos diagonais para explorar situações de 1×1, nomeadamente frente a Jan Bednarek. Sem bola, juntou-se a Pau Víctor na primeira linha de pressão. Acabou por ser o autor do golo inaugural, aos 54 minutos, na conversão de uma grande penalidade.
William Gomes: O extremo brasileiro entrou para o lugar de Pepê e revolucionou o corredor direito dos dragões no processo ofensivo. Esteve perto de marcar pouco depois de entrar, com o seu movimento característico a puxar para o pé esquerdo, mas a bola saiu a escassos centímetros da baliza de Hornicek. Ainda assim, aos 69 minutos, restabeleceu a igualdade no marcador, após assistência de Oskar Pietuszewski, aproveitando o espaço nas costas da defesa bracarense.
Oskar Pietuszewski: Não teve um jogo particularmente ativo – apesar de uns primeiros 20 minutos positivos -, mas a sua principal nuance é a capacidade de fazer a diferença num único lance. E foi exatamente isso que aconteceu: aos 69 minutos, explorou o espaço nas costas de Gabriel Moscardo, já desgastado, e assistiu William Gomes para o golo do empate.
Seko Fofana: É explícita a profundidade do plantel do FC Porto quando Francesco Farioli se dá ao luxo de lançar Seko Fofana na segunda parte. O médio costa-marfinense voltou a ser decisivo no encontro ao apontar o golo que consumou a reviravolta no marcador, ao minuto 80. Para além da chegada à área, Fofana oferece fisicalidade e intensidade à equipa dos dragões em momentos fulcrais do jogo.

