Alisha Lehmann, avançada do Leicester City confessa frustração perante a imagem pública e reafirma foco total no futebol.
Alisha Lehmann, internacional suíça e uma das figuras mais mediáticas do futebol feminino mundial, aproveitou uma entrevista à BBC Sport para desmistificar a percepção de que a sua carreira se resume ao impacto digital. Com uma legião de milhões de seguidores nas redes sociais, a avançada de 26 anos sente que o seu trabalho é muitas vezes ignorado em favor da sua imagem:
«Às vezes, é frustrante. As pessoas não veem o trabalho que faço. Acham que apenas treino e depois vou para casa fazer TikToks, mas não é verdade. Dou sempre tudo em campo e quero ser a melhor. As pessoas podem pensar o que quiserem, mas tudo o que faço está focado em ser a melhor jogadora que consigo ser», afirmou a jogadora.
A atual jogadora do Leicester City recordou que a pressão e os comentários negativos nem sempre foram fáceis de lidar:
«Quando era mais nova, afetava-me mais porque não sabia como lidar com a situação. Houve momentos em que fiquei muito triste e cheguei a perguntar à minha mãe se podia deixar de jogar futebol. O futebol é o que mais amo e ao que mais tempo dediquei. As pessoas não sabem o esforço que realmente faço quando dizem: ‘Ah, ela não é jogadora’. Agora, estou bem. Adoro a minha vida e as pessoas que me rodeiam e não me deixo afetar por isso», confessou a alemã.
Apesar das críticas, o treinador do Leicester, Rick Passmoor, saiu em defesa da jogadora e destacou a sua ética de trabalho exemplar num momento em que o clube luta pela permanência na liga inglesa. O técnico garantiu que a suíça é uma líder nata e que o seu contributo vai muito além do marketing:
«Ela é incrível. É exatamente o que se quer, uma líder, uma profissional. Trabalha mais do que qualquer outra pessoa no clube. Se conseguíssemos espelhar a sua mentalidade por todo o clube, estaríamos num lugar muito bom», revelou o técnico.
Alisha Lehmann na presente temporada ao serviço dos foxes, participou de cinco jogos e anotou um golo.

