Roberto Martínez antevê México x Portugal. É o primeiros dos dois jogos da Seleção Nacional nesta pausa internacional.
Roberto Martínez já fez a antevisão ao duelo entre Portugal e México, primeiro dos dois jogos particulares que a Seleção Nacional realizará neste estágio. O encontro está marcado para a madrugada de dia 29 de março (sábado para domingo) pelas 02h00.
«Acho que no futebol adoramos memórias e momentos especiais e jogar no Azteca é especial. Lembro-me do Mundial 86 e de olhar para o Azteca como um estádio especial onde todos queriam jogar. Vamos jogar frente a uma seleção aguerrida, da Concacaf e vai ser muito bom. O estágio está a correr muito bem. Estou a adorar o sangue novo e vamos ver como o vamos gerir. E acho que vai ser uma grande festa do futebol», começou por dizer Roberto Martínez.
Roberto Martínez falou sobre a convocatória de Paulinho:
«Eu gosto de partilhar quando tomamos decisões. Eu já falei do perfil dos pontas de lança e dentro disso espaço para o Ronaldo e para o Ramos. E depois queríamos ver os 10 e os extremos. Quando o Rafael Leão sai da convocatória, tivemos de tomar uma decisão. Assim, chamámos o Paulinho por mérito e abre espaço para o Guedes jogar na ala, que era para utilizar como avançado. O Paulinho está aqui por mérito, pelo que tem feito no México e numa carreira é preciso ter momentos de sorte e saber aproveitar. Ele tem muito boa ligação com muitos jogadores na Seleção e é um jogador que trabalha muito bem».
Roberto Martínez abordou o tema da altitude:
«Alguém para estar preparado para jogar a grande altitude, precisa de no mínimo 14 ou 15 treinos. Durante o Mundial não temos isso, por isso a ideia foi tentar treinar a nível do mar, com muita humidade e chegar lá no último tempo para vermos como reagimos. É uma preparação científica, para recolhermos dados e sabermos o que fazer numa próxima ocasião».
Roberto Martínez falou sobre a escolha dos guarda-redes e a gestão:
«Estamos aqui para competir bem e ao mesmo tempo observar soluções diferentes, utilizando todos os palcos para a equipa técnica e de apoio para que possamos preparar o que ajustar para o Mundial. Sobre os minutos na baliza, temos dois guarda-redes, que estão a trabalhar muito bem como nos outros estágios. O José Sá vai jogar um jogo, o Rui Silva vai jogar outro jogo, e agora uma palavra para o Ricardo Velho que voltou à Seleção porque é o quarto guarda-redes e fico muito contente. Também dizer que é a primeira vez na história que a FIFA permite ter mais de seis substituições, acho que é um aspeto importante. Contra o México temos 10 substituições contra os EUA temos 11».
Roberto Martínez voltou a falar sobre o Azteca:
«Será especial e muito difícil. O México não perde há muito tempo em casa contra uma seleção europeia, por isso é o tipo de teste de que estamos à procura. Quanto aos minutos, posso dizer que todos merecem jogar».
Roberto Martínez aborda convocatória de Mateus Fernandes:
«É um exemplo muito vivo e bom do que tem sido feito na formação em Portugal. Saiu por empréstimo, protagonizou uma venda de mais de 40 milhões e agora está a ser um jogador importante na liga mais competitiva do mundo. Por isso, a porta da Seleção está aberta para situações como a do Mateus Fernandes».
Roberto Martínez fala sobre a chegada de Lourenço Coelho:
«A sua chegada foi muito importante. Tem corrido muito bem. Trouxe muita experiência e é uma pessoa muito afável e o seu contributo tem sido muito importante. Por isso, acho que o futuro das seleções está garantido com o papel muito importante que o Lourenço Coelho tem desempenhado».
«Dores de cabeça no estágio? Está a dar mais dores de cabeça, mas são positivas. Porque o Mundial 2026 é o mais complexo dos que trabalhei. Vamos precisar de energia e acho que vai ser precisa muita polivalência e versatilidade tática que já temos vindo a demonstrar. Temos de juntar tudo isso num grupo de 26 jogadores. As dores de cabeça são bem-vindas porque a escolha final tem de ser difícil e não uma escolha popular. Não tem de ser fácil. Estou muito contente com o que estou a ver neste estágio. Procurar novas dinâmicas e soluções, e isso vai continuar nos próximos dias», referiu Roberto Martínez.
Roberto Martínez foi questionado sobre o que Paulinho tem de fazer para estar na convocatória final:
«O mais difícil do futebol é a simplicidade. O Paulinho tem de ser o mesmo, e a verdade é que provavelmente o Paulinho estaria em qualquer seleção do mundo, mas em Portugal é muito complicado, principalmente quando há Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos na posição dele. Tem vindo a treinar na seleção e é um prémio muito merecido. É um jogador que temos vindo a seguir de muito perto e é um goleador nato, muito inteligente no último movimento. A decisão final não é do jogador, mas o jogador pode vir a condicionar muito a decisão final».
Roberto Martínez foi questionado sobre a Seleção do México:
«Primeiro, tenho de dizer que tenho uma grande admiração pela seleção mexicana. Lembro-me logo de Hugo Sánchez e acompanho desde sempre os Mundiais. Depois acho que Aguirre tem feito um grande trabalho, muito organizada e com muita capacidade entrelinhas e que beneficiou da afirmação de Jiménez. E depois é uma seleção muito querida dos adeptos e que é vivida com muita intensidade».
Roberto Martínez admite que teve contactos com a Seleção do México:
«É verdade que já tive alguns contactos com a seleção mexicana quando saí da Bélgica, mas nada em concreto. Acho que não sou ninguém para dizer o que lhes falta. Nestas competições tudo se decide nos pormenores e acredito que Aguirre é a pessoa certa para a levar longe e creio que vão fazer um grande Mundial».
Roberto Martínez fez ainda reflexão:
«Penso que não somos favoritos, porque só as seleções que já ganharam mundiais podem ser favoritas. Candidatos sim, mas falta-nos essa barreira psicológica de já termos vivido isso. Primeiro temos de jogar três jogos da fase de grupos e ganhar porque ninguém entra campeão. As equipas fazem-se campeãs. Por exemplo, a Argentina no último perdeu o primeiro jogo com a Arábia e depois fez-se campeã. Assim, temos esses três jogos para nos fazermos campeões».

