Manchester City FC 1-3 Chelsea FC: À boa moda italiana

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Em dia de clássico espanhol, nada melhor do que um escaldante City x Chelsea para o brunch, prato tipicamente britânico. Considerado por muitos como a “ementa principal” da décima quarta jornada da Premier League, a verdade é que o duelo entre os azuis de Manchester e os londrinos não defraudou as expectativas.

Pep Guardiola surpreendeu mais uma vez e colocou três centrais em campo, com Navas e Sané – dois extremos puros – a jogarem nas alas, com Gundogan e Fernandinho a segurarem o meio-campo e os criativos Silva e De Bruyne no apoio a Aguero. Do lado dos blues, Conte apostou na equipa habitual, excetuando Matic, lesionado de última hora, que foi substituído por Fabregas.

O City sentiu algumas dificuldades para impor o seu jogo nos primeiros minutos do encontro e permitiu ao Chelsea jogar de forma confortável. O facto de estar a jogar com dois extremos puros a alas – obrigando-os a ter uma atenção defensiva a que não estão acostumados -, dificultou o processo de jogo da equipa, que tinha alguma dificuldade em chegar ao último terço do terreno com gente suficiente para fazer estragos.

Já depois de Hazard ter falhado uma boa oportunidade de golo – surgiu isolado perante Bravo e depois de ter ultrapassado o guarda-redes chileno optou por cruzar em vez de rematar contra a baliza deserta -, as asas do City – Sané e Navas – começaram a libertar-se mais à meia-hora de jogo e a partida mudou, justificando o golo que surgiu em cima do intervalo. Investida de Navas pela direita – o jogo exterior do City nesta altura estava a funcionar bem -, o espanhol a cruzar com perigo e Gary Cahill na tentativa de cortar a bola acabou por fazer um auto-golo.

No início da segunda parte o City continuou mais dominante e podia mesmo ter aumentado a vantagem em duas ou três situações. O Chelsea entrou algo apático, demonstrando algumas falhas de concentração e falhando muitos passes e era o City quem estava mais perto de marcar. No entanto, ao minuto 60 tudo mudou. Dois minutos depois de De Bruyne ter falhado um golo de baliza aberta, Cesc Fàbregas enviou um passe longo para Diego Costa e o espanhol, depois de dominar de peito, não vacilou na cara de Bravo e empatou a partida. Os londrinos acordaram com este golo e dez minutos depois consumaram a reviravolta. Contra-ataque fulminante desenhado por Hazard, Diego Costa e Willian – o brasileiro tinha entrado para o lugar de Pedrito no início da segunda parte – e o ex jogador do Anzhi, depois de um passe de morte de Diego Costa, a fazer o 2-1 num belo remate cruzado.

O City acusou muito os dois golos sofridos e nunca foi capaz de mudar o rumo dos acontecimentos. Guardiola lançou o renascido Yaya Touré e o jovem Iheanacho mas os Citizens nunca foram capazes de enconstar a equipa de Conte às cordas e de incomodar a baliza de Courtois, mostrando alguma incapacidade em arranjar soluções criativas para ultrapassar a muralha defensiva do Chelsea.

Até final Hazard ainda foi a tempo de confirmar a vitória do primeiro classificado da Premier League com mais um golo letal em contra-ataque e para as expulsões de Aguero e Fernandinho – completamente de cabeça perdida na parte final do jogo.

Muitos dirão que o empate era o resultado mais acertado, mas a verdade é que foi a matreirice de Conte a levar a melhor. O City, a espaços, conseguiu ter algum ascendente no jogo, mas nunca foi dominante como costumam ser as equipas de Guardiola e pagou caro alguma ineficácia, ao contrário dos homens comandados por Conte que se demonstraram letais.

Rafael Simões
Rafael Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Adepto de bom futebol, adora o jogo desde que se lembra de ser gente. Estudante de Comunicação Social, é capaz de passar horas a fio a devorar futebol, considerando-se um romântico do desporto rei. Recusa-se a discutir arbitragens e simpatiza com o Liverpool, muito por culpa da lenda do clube, Steven Gerrard. Espera um dia ser jornalista desportivo e olha para o futebol como uma arte que embeleza a vida.                                                                                                                                                 O Rafael escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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