Luís Freire e Diego Rodrigues realizaram a antevisão ao jogo da Seleção Nacional Sub-21 diante da Escócia, na qualificação para o Europeu.
Na próxima terça-feira, Portugal recebe a Escócia na sétima jornada da qualificação para o Europeu Sub-21. Em antevisão ao encontro, Luís Freire mostrou-se confiante mas descreveu os desafios que serão impostos pelos adversários e o médio do Braga, Diego Rodrigues, mostrou-se orgulhoso pelo desempenho do grupo até agora.
O selecionador começou por referir que a Escócia pode vir a criar problemas que não se verificaram na goleada frente ao Azerbaijão:
«Temos uma forma de jogar muito própria, muito vincada, e é isso que nos importa mais, a nossa equipa, a nossa identidade e os nossos jogadores. A Escócia é uma equipa que nos vai colocar outros problemas que o Azerbaijão não nos colocou, mas vamos estar preparados. É um adversário que pode jogar em 4x3x3 ou 5x3x2, temos os dois sistemas vistos. Temos a nossa estratégia alinhavada e vamos estar preparados. Temos um grupo com muita energia e alegria, que vai dando passos na direção que nós entendemos ser a melhor. Eles próprios também se conhecem melhor, deram mostras com o Azerbaijão de terem muita fome e acabámos por fazer um grande jogo e conquistar mais três pontos. A equipa está pronta para novos desafios».
Numa altura em que seguem ainda sem nenhum golo sofrido nesta fase, o técnico destacou o trabalho coletivo:
«A baliza a zeros é a consequência do trabalho coletivo. Desde o guarda-redes queremos jogar e desde o avançado queremos defender. Temos de ter a mentalidade de sermos uma equipa em todos os momentos. As oportunidades vão surgindo ao longo dos estágios e a equipa tem sido equipa no verdadeiro sentido da palavra. Claro que queremos ter mais futebol ofensivo do que estar propriamente muito tempo a defender, mas teremos jogos que vão fazer com que tenhamos de defender bastante. Mas o nosso ADN é tentar atacar o melhor possível para defender pouco tempo e conceder poucas oportunidades aos adversários».
Relativamente aos vários estreantes na convocatória e no onze inicial, explicou:
«Ainda agora tivemos seis estreias neste escalão e isso também é um objetivo nosso, ter um grupo alargado, que permita que esta geração possa desenvolver-se no futebol português. Ao serem chamados valorizam-se, têm oportunidade de ser internacionais e com certeza que os clubes olham para os jogadores com mais atenção. Amanhã vamos analisar o que será melhor para ganharmos o jogo, mas contamos com todos. Se estão cá é porque têm valor por jogar por Portugal».
Por fim, realçou que não está focado no que Portugal poderá fazer na fase final do torneio, concentrando-se apenas na qualificação:
«A qualificação é o que nos guia agora e é preciso confirmá-la. Estamos cheios de equipas candidatas e favoritas que depois não atingem os seus objetivos. Nós temos sido muito competentes. Em primeiro está a qualificação e se chegarmos à fase final, algo que estou convicto que vamos conseguir, vamos ser uma equipa que quer muito ganhar, isso é garantido. A nossa obrigação é dar o máximo por Portugal. Temos muito tempo para ver o que será o melhor para esse momento e primeiro temos de lá chegar. Depois falaremos sobre isso com mais exatidão».
Diego Rodrigues referiu que a Seleção Nacional quer continuar no bom caminho que tem vindo a percorrer:
«A equipa técnica já nos mostrou as possibilidades que teremos no jogo de amanhã, em que penso que a Escócia poderá utilizar um estilo mais direto e tentar levar o jogo mais para o capítulo físico. Mas cabe-nos continuar a fazer o que temos feito, sermos uma equipa muito unida, tanto a atacar como a defender. Queremos continuar neste registo e acreditamos que vamos conseguir mais três pontos».
Questionado sobre a possibilidade de ser titular frente à Escócia, o jovem do Braga respondeu:
«Não faço ideia (risos). Apenas me chamaram para estar aqui (na conferência de Imprensa). Espero jogar, mas cabe ao mister escolher».
De seguida, relembrou o encontro com a seleção escocesa na primeira volta:
«O jogo com a Escócia, na primeira volta, foi a minha estreia pelos sub-21 e é algo que não vou esquecer tão cedo. Ganhámos, fizemos um bom jogo e individualmente também me correu bem. Espero que amanhã também se volte a repetir, que possamos vencer e fazer um bom jogo».
Comentou também a entrada de novos colegas no grupo:
«A adaptação dos novos colegas acaba por ser fácil, a malta que está cá desde o primeiro estágio recebe-os todos bem e até já nos conhecemos do passado. Temos um grupo muito unido, dentro e fora de campo. É uma equipa com muita qualidade e acredito que o mister tenha um papel bastante complicado a escolher os jogadores num lote de tanta qualidade como este País tem».
Para finalizar, falou sobre a importância de o jogo ser disputado em Portugal:
«Claro que é especial jogarmos em casa, perante os nossos adeptos. É sempre gratificante irmos a qualquer estádio, seja em Portugal ou fora, e sentirmos o apoio e o carinho dos nossos adeptos».

