Vasco Botelho da Costa respondeu a uma pergunta do Bola na Rede, depois da derrota do Moreirense sobre o Benfica por 4-1.
Vasco Botelho da Costa esteve presente na sala de imprensa do Estádio da Luz, depois da derrota do Moreirense contra o Benfica por 4-1. O treinador dos minhotos respondeu a uma pergunta do Bola na Rede.
Bola na Rede: O Benfica mostrou mais acerto na pressão da primeira fase de construção do Moreirense depois das entradas de Prestianni e Schjelderup. Pergunto-lhe como procurou que a equipa superasse esta dificuldade, de modo a conseguir chegar com a bola novamente à baliza do adversário?
Vasco Botelho da Costa: Nós temos a nossa primeira fase muito bem trabalhada. Sabíamos muito bem o que o Benfica ia fazer, o Benfica inicialmente dá o 6, depois se começarem a entrar muitas bolas no 6 eles são muito rápidos a encurtar com os médios. Mas nós sabíamos também que eles por acaso se começassem a pegar pelo nosso 6 íamos conseguir ter bola, pela vantagem que tínhamos no corredor central. O facto do Benfica partir de um bloco e não pressionar a partir do momento em que a bola entre em jogo permitia que o Alan se deslocasse para o espaço vazio. De repente, os médios do Benfica olhavam à volta e queriam pegar alguém e havia quatro para dois. Eu acho que acabámos por ter muitas situações dessas, salvo erro nos primeiros 60 minutos. Depois, são as diferenças, o Benfica vai ao banco e acrescenta jogadores com muita qualidade, fresquinhos para pressionar. Estávamos mais fatigados, tomar decisões sob cansaço não é o mesmo que tomar decisão quando estamos frescos e baixámos um pouco a qualidade, algo natural. Depois sentimos que não estávamos a ter a mesma capacidade para ligar o jogo e instalarmo-nos à frente e optámos por colocar dois avançados, para tornar o jogo mais direto. A linha defensiva do Benfica já estava um pouco desgastada. A forma como marcámos o golo sabíamos que havia um pouco de desconfiança. Sentimos que podíamos tirar proveito disso, mas numa situação um pouco excecional. Não é costume jogarmos assim. Um pouco aventura do treinador, é uma situação de último recurso que não foi muito bem treinada. A ideia era essa.
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