O AVS SAD empatou com o Sporting (1-1) na 31.ª jornada da Primeira Liga. João Henriques respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
João Henriques analisou o empate entre AVS SAD e Sporting (1-1) no encontro referente à 31.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente na Vila das Aves, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos avenses.
Lê também a questão colocada a Rui Borges, treinador do Sporting.
Bola na Rede: O Sporting procurou muito os corredores laterais ao longo do jogo para explorar a relação entre extremo e lateral. Pergunto-lhe de que forma tentou condicionar o jogo exterior do Sporting? E qual foi o plano estratégico da equipa no processo ofensivo?
João Henriques: Sim, nós sabíamos que o Sporting era muito forte naquilo que conseguiu, na segunda parte, fazer com mais frequência por dentro. Para condicionar isso, tentámos colocar mais gente por dentro. Nos corredores, o Sporting coloca muito mais gente no corredor direito do que no corredor esquerdo, com a dupla abertura de lateral e ala, envolvendo ainda Trincão, mais um médio desse lado e o central que conduz, e nós tínhamos isso bem preparado. Era com a entrada do Rony na linha de quatro para ficarmos protegidos por dentro e por fora e impedir que houvesse essas situações. No golo do Sporting, infelizmente, por um ressalto, conseguiram conquistar esse espaço e conseguiram-no mais algumas vezes pela qualidade dos jogadores do Sporting. Tem dinâmicas muito interessantes. Do lado esquerdo, com menos gente, mas sempre com o Pedro Gonçalves por dentro e o lateral na largura, com o médio a encaixar entre o lateral e o central para fazerem três, e nós igualávamos com 3×3 nessa situação. Fomos tentando impedir que entrassem por esses espaços. Obviamente que o Sporting depois foi por cima, com mais passes longos, a rematar de fora da área, tentou de todas as maneiras e, na maioria das vezes, fomos muito competentes. Quando não o fomos, tivemos o Adriel nas boas defesas que fez. Obviamente que queríamos as transições. Sabíamos que a exposição do lateral esquerdo abriria espaço por trás dele. Sabíamos também que o Pedro Lima estaria entrelinhas, muitas vezes com capacidade de condução para depois libertar nos alas. Nós estávamos muito condicionados no banco. Tínhamos dois guarda-redes, um deles júnior, e depois cinco jogadores disponíveis, foram os cinco jogadores que entraram. As questões da fadiga e dos jogadores indisponíveis do lado do Sporting estavam um bocado equivalentes às nossas. Tínhamos o Tomané de fora, sem alternativa, por castigo, e todas as outras ausências por lesão. Tivemos de alterar um pouco o modelo de jogo face ao que tínhamos no banco, para terminarmos num 5-4-1, para tentar impedir que o Sporting conseguisse fazer o segundo golo e tentar as transições. E por pouco não conseguimos fazer o golo.

