O Draft de 2026 da NFL começou sem grandes surpresas com a seleção de Fernando Mendoza pelos Las Vegas Raiders. Mas, eventualmente, as surpresas apareceram e a maior de todas talvez tenha sido a seleção de Ty Simpson pelos Rams no lugar 13. Para uma equipa que esteve na luta pelo título em 2025, seria de esperar que uma posição privilegiada no Draft fosse utilizada para arrecadar mais armas para vencer no imediato. O conjunto de Los Angeles preferiu escolher o seu Quarterback do futuro e bem antes do que se estava à espera que Simpson fosse selecionado. Veremos quando (ou se) assuma as rédeas da sucessão de Stafford.
Outros dos grandes destaques deste Draft foram duas equipas necessitadas de Quarterbacks, os Arizona Cardinals e os New York Jets, mas por motivos bem diferentes. Os Cardinals começaram por gastar a sua escolha de primeira ronda (a terceira em todo o Draft) num Running Back, garantindo assim a Jeremiyah Love o maior contrato de dinheiro garantido de um jogador da posição. Uma seleção incompreensível para uma equipa com tantos buracos para preencher. Entre as seleções mais tardias, Chase Bisontis e Kaleb Proctor parecem adições sólidas, mas sabe pouco para um conjunto com tanta falta de talento no plantel.
Já os Jets dominaram a primeira ronda com três adições de luxo em David Bailey, Kenyon Sadiq e Omar Cooper Jr., oferecendo a Aaron Glenn jogadores de impacto imediato em ambos os lados da bola. D’Angelo Pounds, que muitos comparam ao seu agora treinador no estilo de jogo, também foi uma adição de quem se espera boas contribuições, enquanto Darrell Jackson Jr. e VJ Payne são apostas interessantes para encontrar valor nas rondas finais. A escolha de Cade Klubnik na quarta ronda não terá deixado todos os adeptos satisfeitos, mas é para isso que serve o terceiro dia, para atirar o barro à parede em jogadores com algum potencial.
Do resto das equipas, há ainda mais algumas a merecer atenção, para o bem e para o mal. Entre as que saíram por cima estão os Tennessee Titans, que adicionaram um leque forte atletas quer na defesa (Faulk, Hill) quer no ataque (Tate, Singleton, Coogan) e se colocam em boa posição para a Cam Ward uma boa oportunidade de maximizar os seus talentos. Os Dallas Cowboys focaram-se predominantemente na defesa (uma das piores da liga na temporada transata) e saíram de Pittsburgh com um grupo muito promissor, liderado pelo incrível Caleb Downs. Os Kansas City Chiefs também deram primazia a esse mesmo lado da bola e com Mansoor Delane, Peter Woods e R Mason Thomas dão uma nova cara a um grupo que bem precisava de renovação.
Já quanto aos destaques pela negativa, estes são liderados pelos Washington Commanders. A construção do seu plantel parece um enigma e selecionar um Linebacker uma escolha de Top dez é uma alocação de recursos difícil de justificar e encontrar entre as suas escolhas jogadores que elevem esta equipa não é tarefa fácil. Já os San Francisco 49ers e os Jacksonville Jaguars causaram alguma estranheza pela forma como ignoraram o consenso geral da avaliação de jogadores, constantemente selecionando atletas bem acima do que seria esperado. Nate Boerkircher (Jacksonville) na segunda ronda e Kaelon Black (San Francisco) na terceira são algumas das escolhas mais surpreendentes. Até poderá funcionar, mas para já deixam muitas interrogações.

