O Sporting venceu o Vitória SC por 5-1 no fecho da 32.ª jornada da Primeira Liga. Eis os cinco destaques do encontro.
Maxi Araújo: O cansaço certamente justificou uma ligeira quebra de rendimento recente, mas diante do Vitória SC, o uruguaio voltou a mostrar-se ao melhor nível. Teve um duelo difícil defensivamente, principalmente no próprio meio-campo, mas quando a pressão subia, conseguiu recuperar várias bolas importantes. Com bola foi incisivo a criar oportunidades e a concretizá-las. Uma autoria refinada no lance do terceiro golo dos leões.
Daniel Bragança: Sem Morten Hjulmand, foi um meio-campo do Sporting sem grandes referências posicionais. Daniel Bragança soube dividir-se com Hidemasa Morita no papel de primeiro médio, com privilégio ao português, mas não se ficou pelos terrenos mais recuados como o golo, no pleno da fluidez de circulação interior, comprovou. Os encaixes altos na pressão permitiram também à dupla de meio-campo fixar-se mais perto da área do Vitória SC.
Zeno Debast: Tem sido um Sporting de maior rotação na linha defensiva e o belga tem aproveitado as oportunidades para somar minutos e preponderância. Juntou-se a dupla de centrais mais confortável com bola e, diante de um Vitória SC algo permeável, deixando espaços entrelinhas e nas costas da linha defensiva, Zeno Debast teve terreno fértil. A assistência para o terceiro golo é demonstrativa das mais-valias do central. Acabou por fazer auto-golo numa desatenção que, noutras circunstâncias, seria imperdoável.
Francisco Trincão: Não marcou nem assitiu numa vitória gorda do Sporting, mas olhando ao volume ofensivo leonino, não é difícil de perceber a influência do número 17. O Vitória SC deixou muito espaço dentro do bloco, mesmo quando tentou levar Beni Mukendi no duelo individual, mas nem por isso conseguiu conter as vantagens geradas pelo posicionamento de Francisco Trincão. Conseguiu constantemente encontrar espaços para receber livre, quer de costas, quer de frente para o jogo.
Miguel Nogueira: Até ao primeiro golo sofrido, o Vitória SC conseguiu ter alguma bola e criar, pelo menos, desconforto aos leões, principalmente pelo corredor direito e pela ligação que se vai consolidando entre Tony Strata e Miguel Nogueira. O segundo foi desconcertante e está a justificar a aposta. Tem no pé esquerdo o maior recurso para criar situações de desequilíbrio, procurar lançar os colegas ou armar o remate cruzado.



