Carlos Vicens analisou a derrota do Braga contra o Friburgo, num encontro da segunda-mão das meias-finais da Europa League.
Carlos Vicens falou com os jornalistas depois da eliminação do Braga na Europa League, após a derrota por 3-1 frente ao Friburgo. O espanhol mostrou orgulho no elenco:
«Encaramos esta saída com dignidade, com respeito pelo rival. Deixámos uma imagem que deixa orgulho. A série de eventos nos dois jogos, que foram contra ti, foram muito numerosos. Lembro-me da falta de entendimento dos colegas que gerou o golo em Braga, a lesão do Horta, a expulsão. Custa-me a entender o golo de hoje… é uma série de eventos que vão contra ti. São eliminatórias de alto nível. Este grupo de jogadores… a equipa insistiu, mesmo com situações menos favoráveis. Há um reconhecimento enorme pelo esforço. Perdes 3-0 e abres os olhos para acreditar que está 3-0. Não deixam de insistir, de pressionar, criámos oportunidades. Estou muito orgulhoso. Não podem passar tantos anos para o Braga estar sem lutar por finais europeias».
O técnico quer animar os atletas:
«São 24 horas par estarmos tristes, é normal. Tínhamos muita vontade de estar na final. Depois temos que recuperar mentalmente, prepararmo-nos para o próximo jogo, para mostrar identidade, personalidade, ser equipa… o jogo vai ser difícil. É momento de animar os jogadores, temos de confiar neles. Eles já mostraram que eles lutam, não se dão por vencidos».
Carlos Vicens salientou a quantidade de jogos que o Braga vai realizar esta época:
«A cada três dias estamos a ter jogos. Vamos tentar gerir como fazemos sempre. Segunda queremos dar novamente uma boa versão. São muitos jogos. Mais do que ver isto como algo negativo, temos que ter orgulho. Vamos ser a equipa que mais jogos fez numa época na história de Portugal. Vamos estar orgulhosos. Os adeptos, depois de perder 3-1 estão lá para aplaudir. Isto é futebol, é vida, a equipa não deixa de lutar. São 10 dias de competição, temos que nos preparar para o próximo jogo. Temos que ter orgulho».
O treinador respondeu a uma pergunta do Bola na Rede:
«Falas do momento a partir do momento em que estávamos com 10, não? Porque 11 contra 11 não aconteceu isso. O que intentámos foi manter uma estrutura que nos permitisse estar juntos em tudo o que fizéssemos, desde o momento em que vemos o vermelho e que não era fora de jogo. Tentámos que o esforço de uma maneira ou outra nos permitisse que os jogadores chegassem aos sítios. Depois procurámos que o Rodrigo Zalazar se situasse à direita para intercambiar jogo com o Víctor Gómez e o Pau Víctor na esquerda porque o Zalazar levava menos tempo depois da lesão. O Pau Víctor tinha mais rodagem, digamos assim. Estava mais habituado a repetir esforços na última semana. Há muito dinamismo entre o Pau e o Rodrigo. Assim mantivemo-nos com a ideia de tentar, sempre que fosse possível, empurrar o Friburgo para trás. Obviamente que com 10 custa mais, mas conseguimos bastante. Mais coisas aconteciam em campo rival. Forçavas o jogo direto e tinhas que tentar a segunda bola. Quando não acontecia, tinha que correr para trás, para nos juntarmos outra vez. Acho que através disso gerámos muita incerteza no marcador, muito incómodo no rival. Foi isso que realmente que fez com que nos aproximássemos do marcador. O terceiro golo é uma bola parada, de um centro. Faz dano, mas a equipa nunca deixou de acreditar, sempre achou que havia opções. Tínhamos a mentalidade de marcar um golo para chegar ao prolongamento. Infelizmente, não aconteceu, mas tenho que agradecer aos rapazes pelo esforço. Temos que estar orgulhosos desta equipa»-

