Numa entrevista, o treinador espanhol Unai Emery revelou que o sucesso do seu método vencedor assenta na dedicação diária e análise constante.
Em recente entrevista ao jornal espanhol Marca, Unai Emery debruçou-se sobre os segredos da sua longevidade no futebol europeu e a sua visão sobre o jogo. O técnico basco, que vai preparar a final da Liga Europa frente ao Friburgo no comando do Aston Villa, colocou o foco da conversa na sua filosofia de trabalho e na forma como lida com a pressão da alta roda do futebol.
Questionado sobre o que está por trás do seu método, Emery desvalorizou a existência de fórmulas mágicas e apontou a resiliência como fator chave:
«O sucesso consiste em fazer algo importante e ser capaz de repeti-lo no tempo».
Para o treinador, a base de tudo é a dedicação extrema e ininterrupta.
«Tudo nasce da minha paixão pelo futebol, que é a minha forma de viver. Quero competir e quero ganhar», explicou, referindo que o seu verdadeiro segredo é passar o tempo a trabalhar, a analisar os rivais e a atualizar-se constantemente.
A exigência de competir ininterruptamente durante 18 anos nas provas da UEFA obriga a estratégias para limpar a cabeça. Emery revelou um escape mental curioso na sua rotina diária:
«Jogo partidas rápidas de xadrez. Ajuda-me a limpar a mente e, além disso, o xadrez ensina muito sobre a concentração e os erros».
O momento serviu também para Emery analisar a atualidade técnica, elogiando vivamente a atual geração de treinadores espanhóis, cujo nível considera altíssimo. O basco classificou Pep Guardiola como «o maior génio a nível de treinador», enalteceu o trabalho «extraordinário» de Luis Enrique na complexidade do Paris Saint-Germain e destacou a evolução de Mikel Arteta, bem como as épocas fantásticas de Andoni Iraola e Inigo Pérez.
Embora o seu currículo e o impacto que gera nas equipas atraiam constantemente chamadas e ofertas de outros clubes, o técnico de 52 anos deixou claro que a sua prioridade é sempre o compromisso atual.
«Quando estou focado em competir, não há nada que me desvie», rematou, garantindo a sua total blindagem em relação ao exterior.

