A época 2025/2026 do Benfica foi, para dizer o mínimo, atribulada. Um terceiro lugar no campeonato com 80 pontos, demasiados empates e uma instabilidade crónica que culminou numa troca de comando técnico a meio da época, com José Mourinho a substituir Bruno Lage. Apesar da conquista da Supertaça e de momentos memoráveis na Champions League, como o insólito golo de Anatoliy Trubin frente ao Real Madrid, o futebol praticado deixou muito a desejar.
Ainda assim, no meio de uma temporada de desilusões para os adeptos encarnados, houve peças individuais que conseguiram remar contra a maré e apresentar qualidade de forma consistente. Eis os cinco jogadores que mais se destacaram de águia ao peito.
5.


Tomás Araújo – Numa linha defensiva onde nomes mais experientes como Nicolás Otamendi e António Silva colecionaram erros invulgares, Tomás Araújo assumiu-se como o defesa central mais certinho de 25/26. O português cometeu menos erros que os companheiros de setor e trouxe não só mais solidez, como também muita qualidade na primeira fase de construção, aproveitando a sua excelente capacidade de passe. Fecha o ano com 38 jogos, um golo e duas assistências, consolidando o seu estatuto no eixo da defesa.
4.


Amar Dedic – O título de “melhor reforço da temporada” assenta-lhe na perfeição. O defesa lateral bósnio trouxe um salto de qualidade evidente para o lado direito da defesa das águias. Com 43 jogos, um golo e quatro assistências, Amar Dedic assumiu a posição e ofereceu uma segurança que há muito faltava naquele corredor. Adaptou-se rapidamente à exigência do clube e demonstrou ser uma das raras contratações certeiras deste ano.
3.


Vangelis Pavlidis – Uma época de dois rostos para o avançado grego. Se Andreas Schjelderup brilhou na segunda volta, Vangelis Pavlidis foi o autêntico abono de família na primeira parte da época. A reta final da temporada foi sofrida e esteve abaixo do esperado, é um facto, mas não se pode ignorar um avançado que termina o ano com 30 golos e cinco assistências em 53 jogos. A sua eficácia nos primeiros meses garantiu vitórias cruciais que mantiveram o Benfica na luta.
2.


Andreas Schjelderup – Se a primeira metade da época foi de pouca utilização para o extremo norueguês, a partir de janeiro a história mudou por completo. Andreas Schjelderup agarrou as oportunidades e tornou-se a grande figura da segunda metade da temporada encarnada. Acaba por fechar as contas com 10 golos e sete assistências em 43 jogos. A forma como dinamizou o ataque nos últimos cinco meses fez dele um indiscutível e um dos poucos motivos de entusiasmo na Luz na reta final.
1.


Fredrik Aursnes – O médio norueguês provou, mais uma vez, ser o pêndulo desta equipa. Extremamente regular ao longo de toda a temporada, Fredrik Aursnes é aquele jogador que parece não saber jogar mal. Polivalente e inteligente taticamente, fecha o ano com quatro golos e oito assistências em 49 partidas. Mais do que os números, a sua presença em campo faz com que qualquer colega de meio-campo suba de rendimento. Numa época de caos, o médio foi a constante de que o Benfica precisou.

