

O UFC confirmou o retorno de Conor McGregor, após um hiato de cinco anos, para enfrentar Max Holloway.
O irlandês, ao que tudo indica, retornará oficialmente ao UFC na semana internacional da luta (12 de julho), e reencontra um adversário antigo, Max Holloway, que derrotou na primeira vez, mas em 2013, há 13 longos anos.
Mas o que significa este retorno para o UFC e para o próprio McGregor?
A organização traz a sua maior estrela (da história), pela primeira vez para a plataforma da Paramount+, e será um evento que tem tudo para bater recorde de espectadores online e trazer novos assinantes ao serviço de streaming que gastou 7 bilhões para ter os direitos do UFC.
No parâmetro desportivo, McGregor entrará na luta com 38 anos, e com uma pausa de cinco anos entre a última luta, após ter partido a perna. Além de ter passado esse tempo ocupado com outras coisas além de se recuperar e treinar.
Entre festas, excessos e Hollywood, o irlandês colocou a carreira de lutador em segundo plano, e esses excessos e essa ausência, provavelmente irão pagar dividendos quando enfrentar o havaino.
Terá pela frente também um adversário que está na sua melhor fase, embora venha de derrota, e muito mais preparado do que quando se encontraram em 2013.
Mas é uma luta que permite a surpresa (porque a vitória de McGregor não é o esperado), porque se desenrolará em pé, a especialidade do “Mystic Mac”, e a mão esquerda do irlandês ainda tem poder para garantir o resultado.
Em caso de vitória, McGregor abre as portas a uma super-luta cobiçada por muitos, caso Topuria faça o esperado do seu lado. Podemos ter um encontro entre o irlandês e o espanhol pelo cinturão dos pesos-leves, que a meu ver seria um sonho para o UFC, e essa sim, bateria recordes do desporto e não só do UFC.
É bom ter McGregor de volta, embora com todas as polémicas, ele é sem sombra de dúvidas a maior estrela do desporto e uma das engrenagens para a sua popularização e de para quebrar o paradigma do “desporto animalesco”, conseguindo introduzi-lo no mainstream, e ajudando a profissionalizar a organização.
Espero que esta luta se materialize, de relembrar que ele já teve o retorno marcado, mas falhou por lesão no pé, e possamos pelo menos despedir-nos dele no octógono, caso seja esse o fim.

