Realizou-se esta quinta-feira a Quarta Conferência Bola Branca, que contou com vários convidados. Luís Montenegro esteve presente.
Realizou-se esta quinta-feira a Quarta Conferência Bola Branca, organizada pela Rádio Renascença que contou com várias figuras públicas ligadas ao desporto. Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal, esteve presente.
O político falou sobre a cultura desportiva:
«Queremos reiterar o que é a nossa visão, de valorização do desporto. É um fator de promoção do bem estar e da saúde das pessoas. O desporto junta a essa dimensão humanista, uma dimensão económica. É uma realidade que traz várias áreas de intervenção. A cultura desportiva é uma parte importante da cultura, é uma parte importante da nossa coletividade. O desporto e o futebol são uma escola de valores, de princípios de vida, de estabelecimento de relações pessoais e institucionais. Foi no futebol que aprendi muitos dos valores que me guiam na vida».
Luís Montenegro abordou a mentalidade no desporto:
«Só quem não passa por esta dimensão é que pode desvalorizar o valor do sacrifício, do empenhamento, da entreajuda, do espírito de equipa… tem que se lidar com o sucesso e a frustração. O outro está a fazer melhor e há que saber-se lidar com isso. Combater com o desempenho e mérito o objetivo que se quer alcançar. Uma competição tem sempre dois lados e nem sempre corre como queremos. Há muitas pessoas de excelência que passam por momentos difíceis. Tem que se mostrar resistência e capacidade de superação de dar a volta por cima. Não há atleta que tenha estado num banco de suplentes. Vive-se com esse drama, mas sabe-se que pode ser chamado a resolver a partida e pode mostrar que podia ter entrado no início. Isto são valores que passam para outra atividade. Podem ser a base do progresso, criação de maior riqueza, que pode ser melhor distribuída. Precisamos de uma mentalidade vencedora, que o desporto nos apresenta e mostra».
Luís Montenegro afirmou que Portugal é um candidato a vencer o Mundial 2026:
«Estamos às portas de um Mundial, onde assumimos com muita convicção que somos candidatos a poder ganhar. Somos candidatos a ser o melhor do mundo. Temos muitos desportistas que são os melhores do mundo. Isto é um alento à nossa capacidade enquanto país. Podemos inovar, podemos criar e trabalhar o nosso talento».

