Franclim Carvalho reencontrou Artur Jorge, agora no outro lado da barricada. Técnico analisou a vitória do Botafogo sobre o Cruzeiro.
O Botafogo venceu o Cruzeiro por 1-0, num jogo marcado pelo reencontro de Franclim Carvalho com Artur Jorge. O antigo adjunto de Artur Jorge no Botafogo é agora o treinador principal do clube do Rio de Janeiro e, no rescaldo da vitória, analisou o reencontro.
«Claro que, se eu tenho amigos do outro lado é diferente, mas durante os cento e poucos minutos nós esquecemos isso. Eu sou um pouco nervoso, digamos assim. Vivo um pouco o jogo. Neste jogo tenho que ter uma forma de estar diferente. Tenho amigos do lado de lá. Como eu disse, era importante eu sair no final do jogo a sorrir. Sorriu para nós, ainda bem. Mas eu desejo muito sucesso a eles, exceto quando jogarem contra nós», começou Franclim Carvalho, que prolongou a reflexão sobre a relação.
«Obviamente o Artur é uma pessoa muito importante na minha carreira e na minha vida. Depois há também o João Cardoso, o André Cunha e o Tiago Lopes. Nós fizemos um percurso durante alguns anos, um percurso vitorioso. Depois cada um seguiu outro caminho. O Artur e a comissão estão na história do Botafogo e ninguém vai apagar isso, porque o ano de 2024 fica na memória de todos. Todos os botafoguenses devem estar gratos ao Artur, à comissão, às pessoas que já saíram, também aos jogadores: o Bastos, o Barboza, o Marlon, essa turma toda. Porque efetivamente estão na história do clube», destacou o treinador.
Ainda sem derrotas e com sete pontos em nove possíveis, o Botafogo ainda não perdeu desde o Mundial 2026. O treinador português refletiu sobre esta estatística.
«Bom seria se tivéssemos nove pontos e não temos, infelizmente. Mas sim, o registo é bom. Importante o facto de não termos sofrido golos nas duas partidas seguidas. Eu creio que, para o brasileiro, é a primeira vez nesta temporada. É importante para nós enquanto equipa. Dá confiança. É importante também para os nossos adeptos, porque eu sei que eles abordam muito esse assunto. Eu gosto de fazer golos, gosto que a minha equipa seja ofensiva, mas também gosto de não sofrer. Nós temos que tentar encontrar um equilíbrio. Esse dado é importante», destacou Franclim Carvalho.

