Realizou-se esta quinta-feira a Quarta Conferência Bola Branca, que contou com vários convidados. Reinaldo Teixeira esteve presente.
Realizou-se esta quinta-feira a Quarta Conferência Bola Braca, organizada pela Rádio Renascença, que contou com várias figuras públicas ligadas ao desporto. Reinaldo Teixeira falou sobre o crescimento da Liga Portugal:
«Conseguimos que houvesse um crescimento grande de recorde da liga, meu super. Conseguimos criar condições para que as competições aconteçam. É muito gratificante dizer que tivemos 50 milhões de espectadores. Tivemos mais adeptos no estádio e menos ocorrências. O futebol profissional gasta cerca de 17 milhões em segurança. Tivemos 13 novos, 3 híbridos; vamos ter 12, 13 novos esta época».
O presidente da liga falou sobre o FC Porto não ter apoiado a sua candidatura:
«Nós tivemos uma votação de 81 por cento e, por acaso, o FC Porto não nos apoiou, mas, a partir do momento em que tomamos funções, os clubes têm de nos apoiar. Fiquei grato ao presidente do FC Porto».
Sobre a centralização dos direitos televisivos, Reinaldo Teixeira comentou.
«Nós, no espaço de um ano, fizemos muita coisa. O marítimo diz-me que, no fundo, a diferença devia ser mais equilibrada e dar menos aos três grandes. Na nossa realidade, os três grandes representam mais de 95 por cento dos adeptos; a nível de audiovisual representam mais de 70. Temos de criar mais equidade; visto que o mais ganha para o que menos ganha, há uma diferença de 14 vezes. Uma média de 5,6 e um máximo de 7,8; estamos a quebrar para metade. O engenheiro Rui Alves disse que no fundo não querem baixar mais os três grandes quando alguém recebe 14 e passa a receber 7,8… São 18 equipas e têm os seus pontos e atracões iguais e, no fundo, o operador tem razão para uns receberem mais outros menos . Quando alguém está a receber 14 e aceita receber 7,8, tem de se reconhecer. Nós percorremos as boas práticas das várias ligas europeias e encontramos um caminho para criar competitividade que se centra em 5 pilares de desempenho. Na segunda liga as contas triplicam. A realidade do Benfica foi negociada recentemente; a do Braga, do Porto e do Sporting foi negociada há 10 anos.Tenho sido muito honrado com a postura dos presidentes. Estou convencido de que as entidades desportivas vão demonstrar bom senso, equilíbrio e consciência de ligação. O caminho é valorizar o produto».
Sobre a possibilidade do Torreense jogar a Liga Europa no Estádio do Algarve.
«Deixa-me, com obrigação, para pensar em medidas para que isso não aconteça no futuro. Deixa-me orgulhoso: uma equipa da Liga 2 vencer a Taça de Portugal».
Sobre a reformulação dos quadros competitivos.
«Vamos tentar pôr em prática, democratizar a taça da liga em 2027/2028. Vamos ter uma taça da liga para todos».
Sobre a possibilidade de existir jogos fora de Portugal:
«A minha perspetiva é que os adeptos estejam cada vez mais nos estádios e valorizem as nossas competições, mas se houver uma grande proposta…o nosso foco continua a ser no estádio cheio».
O presidente da Liga também comentou a polémica em volta da bancada do Casa Pia:
«As regras estão definidas. É obrigatoriedade do clube da casa disponibilizar 5% da lotação total ao adversário e isso aconteceu».

