Realizou-se esta quinta-feira a Quarta Conferência Bola Branca, que contou com vários convidados. Artur Soares Dias esteve presente.
Realizou-se esta quinta-feira a Quarta Conferência Bola Branca, organizada pela Rádio Renascença, que contou com várias figuras públicas ligadas ao desporto. Artur Soares Dias falou da pressão que os árbitros sofrem e apelou a uma maior proteção.
«Somos geridos com muita pressão e temos de ser um garante da igualdade, do critério e do fair play. Com o hábito que começamos a ter de estar em campo, começamos a não ir ao shopping; acabamos por criar uma cópula à nossa volta e começamos a preparar-nos para esse tipo de pressão. Estamos a falar duma competição que engloba entidades, jogadores, treinadores e o negócio que acaba por ser lucrativo para todos os intervenientes; por isso, é preciso cuidar um bocado mais».
O ex-árbitro realçou ainda a sua preferência quanto ao VAR e ao árbitro principal.
«Eu preferia fazer 100 jogos a árbitro principal do que um no VAR. Não desisti nunca, ainda que tivesse vontade, devido à pressão. Temos de criar uma carapaça e criar uma equidade entre intervenientes».
Artur Soares Dias voltou a realçar a pressão excessiva que é feita nos árbitros.
«Não há uma naturalidade, não há uma notícia positiva e isso não ajuda em nada. Só aumenta a pressão».
Ainda foi destaque uma história contada pelo árbitro:
«Um treinador da primeira liga fez um comentário sobre o árbitro, que era eu, e recebeu uma multa de 60 euros. No dia seguinte, foi confrontado pela multa, ao que, duma forma muito normal, disse: entregue ao árbitro que ele pode pagar. Isto não é um comportamento normal. Eu tenho um filho que joga futebol e não vou ver os jogos dele e todos sabemos porquê».

