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Marco Silva é uma boa opção para o Benfica?

Duarte Rêgo · 3 min

Marco Silva Fulham
Foto: Fulham FC

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A possível confirmação de Marco Silva como o novo treinador do Benfica fecha um período de muita indecisão na Luz e traz a grande pergunta: será ele o homem certo para o atual momento do clube?

Olhando para o mercado e para os nomes disponíveis, a resposta é sim. O Benfica não foi contratar uma promessa ou uma incógnita, mas sim um treinador feito e com provas dadas no futebol europeu. Marco Silva começou por baixo no Estoril Praia, passou por grandes desafios e afirmou-se na Premier League.

Chega agora à Luz no momento perfeito da carreira, juntando a sua maturidade e experiência em Inglaterra à ambição de voltar a Portugal para lutar e ganhar títulos.

O melhor argumento a favor de Marco Silva é a sua capacidade para organizar equipas e gerir balneários difíceis. No Sporting, lidou com uma fase de grande instabilidade diretiva e, mesmo com um plantel limitado, conseguiu vencer uma Taça de Portugal.

Fonte: FPF

Na Grécia foi campeão pelo Olympiacos e, no Fulham, virou uma lenda ao estabilizar na liga mais competitiva do mundo um clube que andava sempre entre divisões. É um treinador que sabe potenciar os recursos que tem à disposição e que demonstra um excelente critério na escolha de reforços, uma qualidade essencial para um Benfica que tem falhado bastante no planeamento desportivo das últimas épocas.

O grande benefício desta contratação reside na provável entrega das chaves do projeto desportivo a quem realmente percebe do jogo. O Benfica tem demonstrado debilidades crónicas na montagem dos seus plantéis recentes, e dar autonomia total a Marco Silva para definir a filosofia da equipa e o perfil dos jogadores é o passo mais inteligente para profissionalizar o futebol do clube.

Marco Silva Fulham
Fonte: Fulham FC

Um treinador com esta rodagem internacional exige uma estrutura que o acompanhe, funcionando como um escudo protetor para o balneário e garantindo que as decisões de mercado são tomadas em função das necessidades reais do relvado e não de impulsos de última hora.

Em termos táticos, a escolha encaixa muito bem no plantel atual, sem exigir uma revolução total que o curto tempo de pré-época nunca permitiria. Ao contrário de um futebol que se adapta demasiado aos adversários ou de um estilo excessivamente defensivo e expectante, Marco Silva aposta num 4-2-3-1 ou num 4-3-3 muito dinâmico.

Benfica Jogadores
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

As suas equipas jogam com uma pressão alta para recuperar a bola em zonas adiantadas e atacam de forma rápida e vertical. A sua grande imagem de marca é a dinâmica do terceiro homem, onde o avançado baixa para receber de costas e tabelar de imediato com os médios e extremos, um modelo que promete potenciar a capacidade física de Vangelis Pavlidis e soltar a criatividade de Andreas Schjelderup.

Em suma, Marco Silva tem todas as condições para ser uma excelente opção e trazer de volta a liderança e a identidade que há muito faltavam ao futebol do Benfica. O grande teste para o seu sucesso na Luz não será a sua qualidade, que é inquestionável, mas sim o espaço e a estabilidade que a direção lhe vai dar para trabalhar.

Se a estrutura do clube não falhar no planeamento e deixar o treinador liderar o projeto de forma convicta, o Benfica tem aqui a peça que faltava para voltar a apresentar um futebol dominador e regressar à rota das grandes conquistas.

Duarte Rêgo

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