João Pereira abriu o livro sobre a curta passagem pelo comando da equipa principal do Sporting, relembrando os detalhes da saída.
Depois de uma temporada positiva no comando do Alanyaspor, João Pereira relembrou a experiência como sucessor de Ruben Amorim no Sporting. Em entrevista à Sport TV, o técnico português começou por assumir a responsabilidade dos resultados negativos, antes de Rui Borges assumir o cargo e levar os leões à conquista do título nacional:
«Sinceramente, não me sinto campeão pelo Sporting. Sinto que ganhei mais a Taça de Portugal porque passei duas eliminatórias. Não tive mérito nessa conquista por muitos motivos e continuo a responsabilizar-me a mim. Mas estou bem resolvido com o passado. Um sonho que tinha era ser campeão como jogador e como treinador, mas não aconteceu»
De seguida, João Pereira deixou fortes elogios ao trabalho executado pelo atual técnico do Sporting, reforçando que concorda com a renovação:
«Considero que Rui Borges foi o meu anjo da consciência. Ficar associado a uma não conquista de um título nacional por minha causa iria perseguir-me a vida toda. Fiquei muito feliz e muito mais descansado com a conquista do Sporting. (A renovação) Foi a decisão certa, tal como foi abdicar de mim na altura, foi decisão certa. Estou muito bem com o passado e Rui Borges veio provar a boa aposta. Este ano voltou a lutar pelo título e já Jorge Jesus dizia que importante era estar nas decisões. Frederico Varandas fez muito bem dar um voto de confiança a Rui Borges».
Por fim, revelou a mágoa que guarda por não ter conseguido corresponder às expectativas do presidente Frederico Varandas:
«Nesta passagem pelo Sporting o que tenho mais mágoa foi não ter correspondido à pessoa que tinha confiado em mim. Isso magoou-me por tudo o que ele conseguiu fazer no Sporting, colocando o clube na luta pelos títulos, não só no futebol, como em todas as outras modalidades. Agora é fácil apontarem-lhe o dedo e dizer que a minha contratação foi um erro. Mas o presidente seguia o meu trabalho desde os sub-23. Quando chegámos à equipa principal não resultou, podia dar muitas desculpas de árbitros, mas outros, mesmo com arbitragens e lesões, acabaram por ganhar. Mais do que um problema tático foi o psicológico. Com a saída de Ruben Amorim não tive capacidade de levantar as tropas nessa altura»

