Sérgio Conceição abre o livro sobre André Villas-Boas e Vítor Bruno: «Quem não se sente não é filho de boa gente»

- Advertisement -

Sérgio Conceição relembrou a saída do FC Porto em 2024, deixando críticas às ações de André Villas-Boas e Vítor Bruno.

Numa longa entrevista ao Maisfutebol/CNN/TVI, Sérgio Conceição refletiu sobre a saída do FC Porto em 2024. Depois de falar sobre o processo de renovação com Pinto da Costa, o treinador português começou por abordar o precesso de transição para a presidência de André Villas-Boas:

«Eu aceito e na altura aceitei também. No dia 26 de maio, há dois anos, na final da Taça de Portugal, estava o presidente de Pinto da Costa, estava o Pepe ao meu lado e estava o atual presidente do FC Porto [André Villas-Boas], mais atrás, que eu puxei para levantar a Taça em conjunto. Eu naquele momento não sabia se ia ficar ou não. Eu tinha assinado um contrato de quatro anos a dois dias das eleições, que foi muito criticado também por toda a gente. Eu, entretanto, dia 27, equipa técnica, toda a gente folga. Dia 28 fomos trabalhar, a equipa técnica, ao Olival. No dia 29 tinha combinado com o André Villas-Boas, com o presidente do FC Porto, em sua casa, para falarmos um pouco daquilo que era a minha situação e daquilo que era o futuro próximo, no fundo, do FC Porto, e foi assim que foi feito».

De seguida, explicou os detalhes do momento em que se apercebeu que Vítor Bruno seria o seu sucessor:

«Acho que não me fica bem partilhar tudo aquilo que foi conversado entre nós. Eu acho que, no geral, eu fui-lhe explicar o porquê. Porque se estivesse na situação dele, também, se calhar não gostaria muito que um treinador com sete anos de clube, ganhar aquilo que eu ganhei com a ligação tão forte aos adeptos, estivesse metido de um lado. Acho que não é… E eu estive sempre à parte, estive sempre à parte, até ao dia, até dois dias das eleições, dois, três dias das eleições. Foi quando fui convidado pelo presidente Pinta e Costa para ir ao seu gabinete, onde estava o Pepe presente, porque também, entretanto, saiu, e ele explicou-me o porquê da presença do Pepe, que tinha feito a sua renovação, se ele fosse ser eleito ou reeleito presidente do FC Porto, o Pepe continuaria com ele. E abriu um bocadinho aquilo que era o coração dele. Falou de uma forma muito emocionada da sua doença. Explicou-me a estratégia que tinha para os próximos anos no FC Porto. E eu, por amizade, por respeito, por gratidão, aceitei. E foi isso que eu fui explicar ao André Villas-Boas, dizer que, a partir daquele momento, o meu contrato ficava sem efeito, porque aceitei renovar com o FC Porto, com um presidente. Eu não estaria… Ou seja, como ele já não era presidente do FC Porto, tinha de respeitar. Eu, se estivesse no lugar do André Villas-Boas, também não tinha gostado muito. Eu estava explicar-lhe o porquê. Eu percebi, nessa conversa também com o presidente Villas-Boas, que eu não fazia parte, ou não era alguém visto para dar continuidade como treinador principal. E depois, quando veio à conversa o futuro do FC Porto… Foi aí que eu soube, percebi que o meu ex-adjunto [Vítor Bruno] seria uma solução»

Por fim, reforçou que o processo deveria ter sido feito de forma diferente e revelou a forma como as relações com ambos foram afetadas:

«Tínhamos estado, na noite anterior, a jantar, um jantar de despedida que eu faço sempre no final do ano com a equipa técnica, e que disse que tinha, ou que queria seguir o caminho dele como treinador principal, e eu achei muito bem. Como treinador do FC Porto? Não. Aquilo que eu tenho a dizer é que depois de eu saber que alguém ligado ao FC Porto tinha falado já com o Vítor Bruno, com o meu ex-adjunto, aí a atitude, alguns consideram-na deselegante, podemos adjetivar como quisermos. Pode ser traidora, pode ser… Faz parte do passado. Como sabe, o resto da história, as coisas não se passaram dessa forma, e obviamente que… Quem não se sente não é filho de boa gente, como se costuma dizer, e eu sinto muito, principalmente com as pessoas que gosto, e foi um percurso bonito durante muitos anos. E as coisas deviam ter sido feitas de outra forma. Se existe relação com Villas-Boas? Não. Se falei mais alguma vez com Vítor Bruno? Não. Se tenciono? Não»

Subscreve!

Artigos Populares

Leonardo Jardim e a vitória do Flamengo sobre o Corinthians: «Se houvesse justiça, seria 10 a 1»

Leonardo Jardim elogiou Bruno Henrique e a vitória do Flamengo frente ao Corinthians, destacando o regresso à liderança do Brasileirão.

Rúben Dias acusa Bruno Fernandes de agressão: «Fiquei um bocado confuso»

Rúben Dias reagiu à vitória do Manchester City no terreno do Manchester United e afirmou que Bruno Fernandes agrediu Phil Foden no lance da expulsão.

Primeira Liga: Já é conhecido o melhor guarda-redes do mês de agosto

Diogo Costa foi eleito o melhor guarda-redes do mês de agosto na Primeira Liga após quatro jogos sem sofrer golos no FC Porto.

Imprensa inglesa coloca Geny Catamo no radar de novo clube da Premier League

Segundo a Sport Witness, o Tottenham pode avançar para a contratação do extremo do Sporting, Geny Catamo, durante o mercado de janeiro.

PUB

Mais Artigos Populares

Já é conhecido o árbitro do AC Milan x Benfica para a Europa League

Jarred Gillet vai arbitrar o AC Milan x Benfica. Partida é já esta quarta-feira para a primeira jornada da Europa League.

Valência despede Carlos Corberán e CEO do Clube

O Valência anunciou a saída de Ron Gourlay, o CEO do clube. A equipa espanhola demitiu ainda Carlos Corberán.

Mário Nunes despedido do comando técnico do Feirense

O Feirense anunciou a rescisão de contrato com o treinador Mário Nunes. A equipa perdeu cinco jogos para a Segunda Liga.