5 melhores treinadores do Mundial 2026

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A poucas horas do começo do Mundial 2026, todo o mundo do futebol está ansioso pelo arranque da prova e por assistir às atuações de todas as seleções participantes. Entre as equipas que estarão sobre os principais holofotes neste Campeonato do Mundo, estão as seleções consideradas “favoritas” a vencer a competição, o que cabe sempre no campo da subjetividade. No entanto, as restantes formações também captarão a atenção dos adeptos, nomeadamente as que procuram surpreender e chegar longe na competição.

Embora seja perfeitamente natural que os jogadores e as suas atuações dentro das quatro linhas sejam o centro das atenções, é certo que os selecionadores e as suas opções também não deixarão de estar sob forte escrutínio. A gestão de superegos dos países, a dificuldade de os encaixar numa formação tática que os faça formar um coletivo funcional e o facto de carregar as esperanças de uma nação que está em “casa” a torcer por eles, são tudo questões que os treinadores de seleção lidam em momentos como o atual.

Entre campeões do mundo, vencedores da UEFA Champions League, campeões num ou mais países e especialistas em futebol de seleções, o Mundial 2026 mantém a tradição. Apresenta-se no norte da América, uma das gerações de treinadores com currículos mais ricos da história da competição. Entre os 48 selecionadores nacionais, aqui ficam os cinco que englobam um percurso consolidado enquanto treinadores, êxitos conquistados e uma experiência que muito poderá influenciar a sua equipa na busca do êxito.

5.

Luis de la Fuente Espanha
Fonte: Filipe Oliveira/Bola na Rede

Luis De La Fuente (Espanha) – O atual treinador campeão da Europa mostrou uma ótima eficiência e competência a orientar a seleção espanhola. Após a saída de Luis Enrique, De La Fuente conseguiu realizar uma transição muito positiva.

Mantendo escolhas fortes e pacíficas, consolidando o estilo de jogo baseado de posse com pressão e transformando a Espanha numa das seleções mais dominantes dos últimos três anos. Venceu a Liga das Nações em 2023 e o Euro 2024, tendo chegado a uma nova final da Liga das Nações em 2025.

É um treinador com uma ligação já longa (desde 2013) à Federação Espanhola e conhece o futebol de base do país. Além de ser um treinador adepto da posse de bola e pressão alta, mostra-se muito capaz de criar um grupo de trabalho forte, unindo a experiência com a juventude e de gerir os egos dentro da equipa. Uma continuidade do trabalho desenvolvido até agora, funcionará para manter a Espanha entre as favoritas.

4. 

Didier Deschamps França
Fonte: Federação Francesa de Futebol

Didier Deschamps (França) – A França é a imagem da competitividade muito por influência do trabalho do atual técnico. Além da sua experiência em clubes (oito troféus ganhos entre AS Mónaco, Juventus e Olympique Marselha), a sua longevidade na seleção francesa (14 anos) torna-o no selecionador nacional mais consistente na última década.

Apesar de ter vencido apenas uma competição pela seleção gaulesa (Mundial 2018), Deschamps já tem no currículo uma final do Campeonato da Europa (2016), uma final do Campeonato do Mundo (2022) e uma meia-final de outro Campeonato da Europa (2024). Ao longo destes 14 anos no comando da França, conseguiu gerir diversos grupos mistos entre estrelas e promessas de forma notável.

Como técnico é a imagem do futebol do seu país. Marca-se pela competitividade e pragmatismo, juntando o equilíbrio no setor defensivo com um meio-campo e ataque forte nas transições. A sua liderança forte e serena, juntamente com a sua experiência, são fatores que ajudam novamente a França a estar entre as favoritas a uma nova conquista.

3.

Lionel Scaloni Argentina
Fonte: Federação Argentina de Futebol

Lionel Scaloni (Argentina) – O atual treinador campeão do mundo, é provavelmente o melhor selecionador atualmente pelo rendimento obtido nos últimos seis anos. Com um currículo ainda bastante curto, Scaloni foi o arquiteto da Argentina vencedora do Mundial 2022, de uma Finalíssima Intercontinental de Seleções e de duas Copas América (2021 e 2024) Igualmente conseguiu construir uma equipa competitiva, conciliando todos os talentos que tem à disposição no momento, com uma relevante flexibilidade tática e um “gene” de vitória que a seleção “celeste” não teve em muitos momentos da sua história.

É um técnico que casa no seu estilo um forte atrevimento no aspeto tático e no que transmite aos jogadores para dentro de campo, com uma comunicação de perfil baixo e eficaz em toda a linha (massa adepta e jogadores). Não deixando de destacar a sua capacidade de mudar o sistema tático consoante os jogadores que coloca em campo, sem nunca mudar o estilo e espírito da sua turma. Será sempre um trunfo nesta Argentina.

2.

Thomas Tuchel Inglaterra
Fonte: Federação Inglesa

Thomas Tuchel (Inglaterra) – O alemão pauta-se pela competência e capacidade de impulsionar um projeto. Por onde passou deixou uma marca relevante e venceu 11 títulos. Venceu no Chelsea todos os títulos internacionais em que participou (UEFA Champions League, Supertaça Europeia e Mundial de Clubes), venceu no PSG todos os títulos nacionais (Duas Ligas, uma Taça, duas Supertaças e uma Taça da Liga) e conquistou uma “dobradinha” no Bayern Munique (uma Liga e uma Taça).

Tendo sido uma surpresa quando foi escolhido para orientar a equipa nacional inglesa, visto a sua juventude e nunca ter orientado uma seleção, acabou por ser bem aceite.  Poucos treinadores chegam a tal cargo com um percurso tão relevante e rico em clubes como Tuchel.

A seleção inglesa é um desafio que há muito tempo tem o mesmo enigma: transformar talento em competitividade e títulos. A primeira já foi alcançada com o quarto lugar no Mundial 2018 e as duas finais disputadas nos Campeonatos da Europa de 2020 e 2024. Os títulos estiveram quase em duas ocasiões e continuam no “quase”. Tuchel tem o desafio de concretizar aquilo que no passado, nomes como Fabio Capello e Sven-Göran Eriksson não conseguiram.

O alemão selecionador de Inglaterra é um técnico sofisticado na organização tática das duas equipas, insta a versatilidade nas mesmas e consegue um equilíbrio de qualidade entre ataque e defesa. Além de valorizar o coletivo acima da individualidade, como se viu na sua convocatória para as Américas. Poderá ser a peça decisiva para a seleção inglesa vingar novamente e finalmente chegar ao objetivo final, neste caso, repetir 1966.

1. 

Carlo Ancelotti Brasil
Fonte: CBF

Carlo Ancelotti (Brasil) – O italiano é sem sombra de dúvidas o treinador de maior prestígio e com o palmarés mais rico do Campeonato do Mundo de 2026. Entre os 32 títulos conquistados em 30 anos de carreira como treinador principal, destacam-se cinco UEFA Champions League (duas com o AC Milan e três com o Real Madrid) e sete campeonatos em cinco países (AC Milan, Chelsea, PSG, Bayern Munique e Real Madrid).

A sua chegada à equipa “canarinha” foi um acontecimento marcante na sua carreira, para o país e para a própria competição. O valor da equipa brasileira depende muito da consolidação de um projeto, juntamente com um líder experiente. Um casamento que fez do Brasil um candidato ainda mais forte para este Mundial, aliando o talento típico do lote de jogadores com um técnico muito experiente e prestigiado.

Ancelotti sabe gerir superegos como poucos no futebol mundial, sabe casar uma tática simples com a qualidade dos jogadores que tem e sabe ler um desafio decisivo. Uma mais-valia para o Brasil e pode torná-lo mais competitivo do que o mostrou nos últimos Mundiais.  

Menções honrosas: Julian Nagelsmann (Alemanha), Rudi Garcia (Bélgica), Zlatko Dalic (Croácia), Ronald Koeman (Países Baixos).

Jorge Afonso
Jorge Afonso
O Jorge apaixonou-se pelo futebol num dérbi em Alvalade e nunca mais largou. Licenciado em Comunicação Social e mestre em Ciência Política, vive entre estatísticas, memórias épicas e o encanto de equipas como o Barça de Guardiola ou a França de Zidane.

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