EM DIRETO: Marco Silva é apresentado como o novo treinador do Benfica

- Advertisement -

A apresentação de Marco Silva como o novo treinador do Benfica está marcada para as 17h desta sexta-feira, no Museu Cosme Damião.

O Benfica apresenta Marco Silva como o novo treinador para as próximas duas temporadas, num evento que decorre no Museu Cosme Damião, contando com a presença do presidente Rui Costa e várias outras figuras históricas do clube. O técnico português falou com os jornalistas, começando por agradecer a oportunidade e refletir sobre o sentimento de estar no Benfica:

«Começar por agradecer ao presidente e direção desportiva, pela confiança demonstrada em mim e no meu staff. Uma honra e orgulho enorme. Acrescento uma terceira palavra, a grande responsabilidade. São os três pontos que quero deixar claro: honra, orgulho e responsabilidade».

Sobre a importância de conquistar títulos, referiu:

«Sem dúvida. Quem está neste clube tem de pensar dessa forma. É com objetivo de acrescentar, senão não fazia sentido aqui estarmos. Queremos uma identidade dominadora, em Portugal esse será o caminho. Não querendo ir para questões técnico-táticas, queremos colar os adeptos à equipa, uma ligação muito forte que será maior se a equipa corresponder. Compromisso e exigência são inegociáveis, falo no jogo positivo que quero ver».

Marco Silva reforçou que era a primeira opção de Rui Costa para o cargo:

«A primeira vez que o presidente falou comigo perguntou-me se queria ser treinador do Benfica, regressar a Portugal. Estava claramente à procura de treinador e eu era a primeira opção para o presidente. O que está para trás não me interessa. Convite claro e resposta clara».

Questionado como será capaz de reverter a situação do Benfica e sagra-se campeão, respondeu:

«Se não acreditasse, não estava aqui. Acredito muito que com a equipa técnica e jogadores, que iremos reforçar, vamos acrescentar para tornar o Benfica campeão para garantir que celebramos títulos. Sabemos da dificuldade, temos grandes concorrentes, equipas de qualidade, mas o objetivo é ser campeão. No passado, grandes treinadores, jogadores de qualidade, não me compete comentar as razões pelas quais tiveram ou não sucesso».

O técnico falou também sobre o facto de trocar a Premier League pelo Benfica, que não competirá na Champions League:

«É uma realidade. Sabem da minha ligação à Premier, por isso estive fora 12 anos, 10 em Inglaterra. Senti-me bem, futebol com que me identifico. Não foi uma decisão fácil. Falou do futebol português, mas mais importante o Benfica. A parte emocional teve um grande peso. Desafio enorme, quando o Benfica não ganha o desafio ainda é maior, é gigante. Não há razão senão o nome do Benfica».

De seguida, afastou a possibilidade de esta mudança se tratar de um ajuste de contas com a forma como saiu do Sporting:

«Não há mágoa, respeito pelos clubes que representei como jogador e treinador. Todos os desafios tiveram paixão, exigência, como irei fazer no próximo desafio. A mágoa está fora dos meus sentimentos em relação a qualquer clube. O Benfica estava a resolver processos, quando o Benfica oficializou o processo foi público e começamos a trabalhar na próxima época do Benfica».

Sobre a pressão de vencer títulos, Marco Silva referiu:

«Qualquer treinador tem lugar em risco, não me preocupa quase nada. Seja em que nível, divisão ou país, o treinador está sempre em risco. Convivo muito bem, vão perceber isso: o meu estado de espírito é diferente, mas sou equilibrado para pensar no assunto. Assinei por dois anos, mas penso que são três. A parte financeira não foi a razão para estar aqui neste momento, se não não estava».

O treinador revelou que chegou a ter outras oportunidades para regressar à Primeira Liga:

«Tive abordagens para voltar ao futebol português, não só ao Benfica. Por várias razões não aconteceu. Aqui sentia que era o momento ideal para um desafio com a dimensão do Benfica. 3.º lugar? É a realidade, temos de encarar como é. Não podemos falar em positividade, são três anos sem títulos. Temos de quebrar. Esse é o objetivo pelo qual vamos trabalhar dia 25, para sermos campeões. Queremos ganhar títulos no Benfica, sabendo que temos 2, possivelmente 3 adversários que vão tornar a tarefa difícil».

Marco Silva analisou o plantel à disposição:

«Para responder, não preciso de comparar com a época passada. Plantel com qualidade, trabalhamos para reforçar em alguns aspetos, com a minha ideia. Perdemos um elemento importante na estrutura, é uma das posições que queremos reforçar. Não estando na Champions, tem peso não só financeiro, mas noutros aspetos, mas não é por isso que vamos começar atrasados, não vamos investir ou não reforçar o plantel».

O técnico reforçou que Georgiy Sudakov continuará no Benfica e revelou total confiança no internacional ucraniano:

«Jogador do Benfica, contamos com ele. Investimento grande. Basta olhar para as características das minhas equipas, é um perfil de jogador que normalmente rende e tiramos o melhor dele. É o que vamos tentar fazer. Acredito bastante, não querendo individualizar, vamos tentar tirar o melhor rendimento. Contexto complicado neste ano, terá a nossa confiança e suporte para o colocar ao nível que um jogador daquele talento tem de jogar».

Sobre as lacunas e virtudes do plantel, referiu:

«Não vou dizer, é dar trunfos. Não vou dizer lacunas, dificilmente direi na época, temos é de falar nos sinais positivos. Vamos tentar esconder lacunas, no balneário».

Marco Silva confessou também que não viu todos os jogos do Benfica na temporada passada:

«Não vi os jogos todos do primeiro ao último minuto, o foco estava na Premier League. Sempre que possível, estávamos juntos e víamos jogos do campeonato português».

Voltou a reforçar que apenas vitórias e títulos serão importantes:

«Não preciso de arranjar frases fortes ou mais fortes que os antecessores. É como me sinto (honra, orgulho e responsabilidade) e não há muito a fazer. No final da época, é fácil saber como podemos ficar felizes: é o Benfica vencer. É a única forma de todos estarem satisfeitos e unidos. Será fulcral sermos campeões».

Marco Silva refletiu sobre o que esperar da sua comunicação como treinador do Benfica:

«Não sei dizer como vou reagir momento a momento. O futebol é competitivo e emotivo, mas terei de ter controlo emocional. Não garanto que vá ser sempre brilhante, faz parte. Venho de uma cultura diferente e algumas vezes pisei o risco, tive de pagar algumas multas. Nunca serei perfeito nesse aspeto. Estou aqui para defender e treinar o Benfica. Não sou fã de falar de arbitragem. No princípio da carreira optei por não o fazer, no passar dos anos falei mais do que queria. Se formos mais fortes dentro de campo, com erros ou sem erros, será difícil oba Benfica não ser vitorioso. Espero que seja dentro dos limites e que consiga agregar ao Benfica e ao futebol português. Espero não errar no aspeto relacional com todos os agentes».

O técnico confirmou que a conquista da Europa League é um dos objetivos para a temporada 2026/27:

«Consigo dizer aos benfiquistas (que é objetivo). O priemiro passo é estar na fase fe grupos. Teremos uma pré época atípica que nunca será desculpa. Queremos estar na fase de grupos e estando lá e olhando para a dimensão da competição e do Benfica, o Benfica tem de ser candidato. Não foi necessário ter a conversa com o presidente. A dimensão do Benfica a isso obriga, mas em primeiro lugar temos de estar preparados . Ninguém está a dizer que vamos ganhar a liga Europa, mas queremos ambicionar estar em Frankfurt».

Marco Silva revelou detalhes da conversa com Rui Costa sobre a capacidade financeira do clube para o mercado de transferências:

«Claro que sim, falou-se muito de questões financeiras, mas um projeto não passa só por isso, mas muito mais. Falámos, o presidente foi claro. Posso repetir algumas coisas ditas. Acredito na qualidade, mas sem dúvida temos de reforçar posições, tenho perfis definidos para certas posições importantes para o que queremos no Benfica. Para o balneário, quero que descansem, mas o balneário tem qualidade e acredito muito. Haverá espaço para reforçar o plantel no necessário».

Questionado se este é o maior desafio da sua carreira, o técnico referiu:

«Eu não comecei no Sporting, mas no Estoril. Foi onde tudo começou, muito orgulhoso do projeto e dos outros clubes. O grande troféu de relevância, apesar das duas qualificações para a Europa no Estoril. Em campeonatos diferentes, estivemos sempre em produções para lutar por títulos. Basta olhar para clubes dessa dimensão. E difícil ganhar todos os clubes nos grandes clubes do mundo e o Benfica é grande. Estar no Benfica não me traz pressão, mas responsabilidade. Se a pressão não existir, eu sou o priemiro a colocar a pressão. No Benfica não será necessário. A pressão é um privilégio. Se queremos estar no mais alto nível, a pressão será sempre um privilégio. Há momentos em que será forte, outros de festejar. Nos momentos menos positivos, a pressão cai no treinador e estou bem com isso».

Marco Silva revelou que nenhum jogador do Fulham está na lista de alvos do Benfica e que trará consigo vários membros da equipa técnica do Fulham:

«Não vou individualizar, senão perguntam outras posições. Neste momento, não está em cima da mesa nenhum jogador do Fulham para reforçar o Benfica. Grande parte da equipa técnica acompanhar me á neste desafio».

O técnico falou também sobre o impacto da conversa com Rui Costa na sua decisão:

«A conversa com Rui Costa foi clara. O Benfica procurava um treinador, eu mostrei abertura. Há 4/5 meses, o meu objetivo não passaria por voltar a Portugal, houve telefonema do presidente e deixei a porta aberta, era algo que me entusiasmava. Foi a primeira conversa, a manifestação interesse. Foi clara».

Por fim, deixou duas mensagens aos adeptos benfiquistas:

«Dizer que é o maior desafio da minha carreira, pelo meu momento e do Benfica. Em todos os projetos coloco exigência máxima. Será assim no Benfica. Lembro aos adeptos a força que temos. Ninguém me perguntou pelo real Madrid, foi tema de conversa e percebo por quê. O real Madrid tive eleições com 30 mil. Há um ano, no Benfica, foram acima de 90 mil. Depois de uma época muito negativa para o Benfica, senti os adeptos com a equipa mesmo longe. Essa paciência será fundamental. Não falo em menos exigência, ela é natural. A discrepância de números só demonstra a grandeza humana do clube. Quanto mais unidos estigermos mais difícil será não sermos vitoriosos. Se estivermos unidos seremos mais fortes. Vamos tentar entusiasmar e ligar todas as peças».

Subscreve!

Artigos Populares

Thomas Partey impedido de entrar no Canadá e falha estreia do Gana no Mundial 2026

Thomas Partey foi impedido de entrar no Canadá e vai falhar a estreia do Gana no Mundial 2026, frente ao Panamá.

Surpresa: Benfica confirma rescisão com internacional jovem por Portugal

Joana Silva deixou de ser jogadora do Benfica. As duas partes chegaram a um acordo para a rescisão do contrato.

Braga de olho nas jovens promessas: minhotos desejam pérola do Olympiacos

O Braga está interessado em garantir a contratação de Vidalis Nikolaos, jogador de apenas 15 anos que representa o Olympiacos.

Marco Silva e a troca da Premier League pelo Benfica: «Não foi uma decisão fácil, mas…»

Esta sexta-feira, Marco Silva foi apresentado como o novo treinador do Benfica. O técnico falou sobre a saída da Premier League.

PUB

Mais Artigos Populares

Marco Silva deixa elogios ao plantel do Benfica

Esta sexta-feira, Marco Silva foi apresentado como o novo treinador do Benfica. O técnico falou do plantel do Benfica.

Marco Silva e a saída do Sporting: «Não há mágoa»

Esta sexta-feira, Marco Silva foi apresentado como o novo treinador do Benfica. O técnico comentou a saída do Sporting.

Marco Silva fala de jogador do Benfica: «Contamos com ele, investimento grande»

Esta sexta-feira, Marco Silva foi apresentado como o novo treinador do Benfica. O técnico falou de Georgiy Sudakov.