Rúben Dias marca presença em conferência de imprensa. Portugal jogará com o Uzbequistão na segunda jornada do Mundial 2026.
Rúben Dias fala em conferência de imprensa antes do próximo jogo de Portugal no Mundial 2026. Na sequência do empate diante da RD Congo (1-1), a Seleção Nacional jogará com o Uzbequistão na próxima terça-feira, dia 23 de junho, pelas 18h00.
«Estou-me a sentir muito bem e estou pronto», começou por referir Rúben Dias, depois de ter trabalho individualmente nos primeiros treinos realizados nos Estados Unidos da América e ter falhado o jogo com a RD Congo. Nesta quinta-feira, o defesa-central foi reintegrado no grupo.
Rúben Dias foi questionado por críticas a Cristiano Ronaldo:
«Primeiro que tudo, as setas não estão apontadas só a um jogador. O Cristiano é um grande foco de atenção, mas acho que todos estamos em causa. Acima de tudo, à parte do facto do que acabei de dizer, acho que nada fora da normalidade está acontecer. Tem sido sempre assim desde que eu aqui estou. Acredito que continuará a ser no futuro».
«Sinceramente, do que vi de ex-jogadores, não vi muita coisa. Não vi nada do que dizes. Há muita especulação, é normal que a especulação triplique quando os resultados não são os mais positivos. Mas em nada belisca a nossa confiança. Nunca se quer que este tipo de competição seja perfeita, acho que quanto mais cedo as dificuldades chegarem melhor. Só se ganha se a equipa tiver a capacidade de ir crescendo jogo após jogo. Não espero cenários perfeitos. O mais importante é termos os pés assentes no chão», prosseguiu Rúben Dias relativamente a críticas.
Rúben Dias foi ainda questionado sobre como foram recebidas as críticas:
«Sinceramente é-me completamente diferente todas as questões que envolvam o tema. Para todos nós não é um tema. Estamos todos juntos em ter noção de que as dificuldades são boas e que nas dificuldades vamos ver do que somos feitos. Abraçamos como uma oportunidade de criar algo positivo. A minha mente não viaja para aí. Não presto atenção quando aparece em frente a todos nós. Acredito que nenhum de nós dá importância. Nem sequer deveria ser um tema que eu tenha de falar sobre».
Rúben Dias falou sobre o jogo com a RD Congo:
«Há tantos teóricos a analisar e a chegar às conclusões sobre o que correu mal. As pessoas já se aperceberam o que não correu tão bem. Começámos o jogo bem, marcámos e sentiu-se uma energia positiva, depois do golo acabámos por relaxar, perder a disciplina no posicionamento. Começámos a não meter o medo que precisamos. Temos jogadores excecionais, que fazem a diferença em pouco espaço. Para os nossos estarem nas posições certas é essencial. Acabámos por, se calhar por ser o primeiro jogo, pela emoção, pelo facto de termos marcado muito cedo, perder um pouco essa disciplina. Temos consciência disso. Só vejo coisas positivas daqui para a frente».
Rúben Dias falou sobre ter falhado o jogo com a RD Congo:
«Acabei por tomar uma decisão que tinha de ser tomada. Confesso que me custou bastante mas foi a decisão certa. Quero sempre ajudar a minha equipa e o nosso país. Não foi fácil, espero poder ajudar o mais que puder daqui para a frente».
Rúben Dias falou sobre o tema praia:
«Acho que nunca deveria ter sido um tema. Grande parte de ter sido um tema é culpa vossa, de todos vocês, por falta de informação das pessoas que leem tudo aquilo que vocês partilham com elas. É também vosso dever informar da forma correta. Acho mais do que normal, acho benéfico. O tempo é uma questão essencial. É bom para nós. Feito da maneira certa só há benefícios. O mister não teve receio de o fazer mesmo sabendo que iam fazer o que fizeram. Tiro o meu chapéu».
Rúben Dias foi questionado sobre se vê Portugal como um candidato:
«É um feeling que teremos já competindo. Mais à frente, veremos se é uma realidade ou não. Sabemos o que temos, a capacidade que temos, há que transformar isso em performance. Temos trabalho a fazer».
Rúben Dias voltou a ser questionado sobre críticas a Cristiano Ronaldo:
«Nem positivo nem negativo, no sentido de que sinto que não deva achar nada. Cada um de nós está habituado a lidar com a pressão mediática. Acho que nada de novo está a acontecer. Mesmo dentro da dificuldade todos estão na sua zona de conforto em relação a saber lidar com a situação. Nunca vi um momento difícil como uma muralha que não se pode ultrapassar».

